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“METIDO A ENTENDER DE FUTEBOL”

Numa entrevista para o “Jimi Naite”, nos arredores do Mangueirão, na semana passada, ao vivo no SHOW DA CIDADE, o governador Helder Barbalho, à brinca comigo, falou uma verdade: “Ei, Zé Maria, tu que és metido a entender de futebol!…”.
Verdade, governador! Não sou comentarista esportivo, e sim palpiteiro.
No entanto, os meus 42 anos de repórter esportivo (em Belém), vendo como os técnicos trabalhavam num passado não muito distante, em Curuzu e Baenão, me deram ensinamentos para não perguntar: “Faça uma análise de como você viu o seu time jogar?” É mesmice! Viu, mas não leu!
No universo dos 200 milhões de brasileiros, sou mais um “técnico” que diz o que pensa sobre o futebol, agora, da seleção canarinho, que ainda não encantou ninguém no Catar.
Quem está feliz com a seleção de Tite? Tem variações táticas? A seleção vive da capacidade individual dos seus atletas, mas repertório tático não tem.
Sem Neymar, o meio-campo rifa a bola para o Vinicius Junior se virar como pode pelo lado esquerdo.
Contra os camaroneses, a onzena nacional perdeu gols? Perdeu. Foi superior? Foi! Mas não teve aperfeiçoamento nas finalizações e saiu de campo desanimada, moralmente abatida, envergonhada. Foi um balde de água fria na cabeça do Tite.
Futebol coletivo da seleção merece meus encômios, principalmente ao se destacar no perde/pressiona/pressiona/rouba sistema implantado pelo Pepe Guardiola nos clubes que comandou, e que hoje Tite “reinventa” na Canarinho.
Tecnicamente, seleção é um oceano, mas se perde por não ter evolução tática. Neste quesito involuímos!
Por isso que os técnicos portugueses são respeitados no futebol brasileiro. Eles não “acham”, pensam.
Ainda bem que Neymar volta pra não ficar “engessado” e fazer a diferença.
É o que há!
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