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EQUILIBRIO DO BEIJA-FLOR E A PICADA DA ABELHA

Ainda estou “moído” com a desclassificação do Brasil da Copa do Mundo do Catar, em derrota, nos pênaltis, para “dissimulada” Croácia.
Na qualidade de técnico de futebol não atirarei pedra no Tite, porque o mundo esportivo brasileiro sabe que ele não é intuitivo e cerebral, apenas discordo dele dizer que “não subiria a rampa” se o Brasil fosse hexacampeão.
Se ele não respeita Bolsonaro, deveria saber honrar a instituição “Presidência da República”. Não subiria a rampa, mas subiu as escadas do avião, precocemente.
Nunca votei em bandido, ladrão, mas respeito a instituição “Presidência”.
Sun Tzu, em A ARTE DA GUERRA, nos mostra que numa batalha devemos manter “segredo, dissimulação e surpresa”, e ao comando de Tite a seleção não preservou essas qualidades, enquanto que o técnico Slatko Dalic, da Croácia, que não é imbecil, e não à toa é vice-campeão mundial, revelou ser profundo conhecedor da obra do mestre chinês que nos ensina “como travar batalhas sem efetivamente confrontar o oponente em batalha”.
Ensina o mestre: “É preciso defender-se o melhor possível, mas a vitória só virá se tirarmos vantagem das ações do oponente”. Foi assim que agiu a seleção croata durante os 120 minutos de partida.
Com inteligência, fria e calculista time Croata “cozinhou o galo”, principalmente no meio-campo, e pelo lado de Vini Jr, com arrojado e veloz Juranovic (22), que foi um bloco monolítico.
Calado e braços cruzados, Tite a tudo assistia no primeiro tempo e parte da segunda etapa, demonstrando não saber fazer variações táticas para tirar do “bloco monolítico” os setores de meio-campo e lado esquerdo da seleção.
O técnico Slatko Dalic, o goleiro Livarovic, o lateral Juranovic, Modric (comandando as ações no meio-campo) e Brozovic (11) deram nó tático no Tite.
Quando Neymar chamou pra si a responsabilidade, brotou a sua genialidade, calando àqueles que têm inveja do nosso camisa 10.
Mérito do técnico e do time croata!
Passamos 6 anos sem ver a nossa seleção praticar o método utilizado pelos ótimos técnicos que temos no Brasil, Abel Ferreira (Palmeiras) e Vojvoda (Fortaleza) e que Jorge de Jesus, a partir de 2019, nos mostrou que precisamos ter consciência que futebol é ciência e como tal deve ser estudado com variações táticas com a bola rolando, analisado e aplicado, e não de forma empírica: “Tu és bom? Vai lá e resolve!”. Acabou!
Em campo, Croatas flutuaram igual beija-flor e picaram o “canarinho” como uma abelha.
O futebol brasileiro precisa se adaptar, urgentemente, as circunstâncias de um planejamento estratégico sobre o novo futebol, que envolve técnico, tático, físico, emoção e conflito.
O comportamento de Tite, após o jogo, demonstrou ao mundo o seu caráter arregão. (Foto: Google).
É o que há!
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