Uncategorized
PANOPTISMO

Estou matando saudades do meu tempo de infância.
Os caminhos de há 50 anos têm greides nivelando ruas e avenidas asfaltadas e os belos carros estacionados dão colorido ao panorama do bairro proletário de Macapá, o Trem.
Na quadra da casa da Tia Maria, sorveteria Santa Helena resiste ao tempo, e a terceira geração toca o empreendimento modernizado em ambiente refrigerado.
Alguns vizinhos, além dos 80, em cadeiras de rodas, e quem chega passa despercebido por que eles não saem dos seus refúgios, e, em mim há uma espécie de panoptismo – vejo sem ser visto- até pela nova geração do bairro em que Tia Maria todos sabem que existe, mas que não mais a veem.
Sentindo o cheiro, nos braços do meu “deus”, que continua zeloso, sereno e prestativo, feliz por abraçar e abençoar o seu “pomba lesa”.
A maioria dos meus contemporâneos embarcaram pra “caiene”.
Macapá amanheceu em ebulição. PF batendo cedo na porta de um empresário que ameaçava o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Talvez por ser “baludo” (de dinheiro e arma), a imprensa amapaense não revelou o nome do bolsonarista, movimento este que agoniza.
E ao fim e ao cabo deste texto tento falar com Paulo Toscano, presidente do Paragominas, e com o advogado Marcelo Jucá e nenhum dos dois atende.
Meu “feeling” me diz que o futuro do Parazão/23 é incerto. Não sei! É intuição, inclusive com bloqueios de cotas.
É o que há!
![]()
