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NATAL

Desde o dia 22, deixei de olhar Belém, CR, PSC, Ver-o-Peso, desacelerando para me tornar quieto, sentindo o cheiro do meu “deus” e à margem do maior do mundo, sob a linha imaginária do Equador.
Olhando a infinitude do Rio Amazonas, saboreando camarão no bafo, pensei: ‘Estou a alguns quilômetros da maior embocadura do mundo e esta imensidão de água se revolta, um dia, para, em rebuliço, arrebentar tudo que há pela frente – a pororoca. É Deus!
Sinto que a essência do Natal não mudou. Mudou o homem! Mudou o seu comportamento! O ser humano anda frenético, não olha para o outro com o olhar da compaixão.
Mudou tanto, que não há mais missa do galo, à meia-noite, com às famílias passando contritas rumo à igreja. Hoje, somente no Vaticano.
Passando esses dias em Macapá, ao lado da Tia Maria, há em mim uma montanha de felicidade, um Riomar de esperança e um olhar atento para o mundo que me cerca.
Acredito no Natal!
Acredito no amor!
Acredito no poder da fé!
Acredito na caridade!
Acredito na esperança!
Acredito nos homens bem-aventurados!
Acredito no profeta do Velho Testamento que anunciou o “Menino”, que se chamaria Jesus, e que salvaria o mundo. “Deus salva”!
Rememoro meu Natal de há 60 anos, aqui neste espaço, em uma casa de madeira, quando pedia ao Papai Noel um brinquedo, e ao amanhecer, debaixo da rede, estava um carrinho.
De manhã, com o carrinho nas mãos, no caminho em frente da humilde casa, mostrava orgulhoso para meus coleguinhas. Felicidade total!
Este mundo se reflete em minha mente e hoje “setentinha” e dois anos a mais, ganho presente: o amor da minha mãe; carinho dos meus irmãos, afetos das minhas “sementinhas” e a gostosinha que faz minha felicidade como homem.
Não murmuro da vida! Sou feliz!
A razão de ser está no trabalho!
Tenho fé e me chamo “Zé’!
Amor é intenso…
Libertador!
É o que há!
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