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PELÉ NÃO MORREU

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Minha geração está “passando” para a infinita escuridão.

Eu vi Pelé jogar! E Pelé não “passou”. Pelé é eterno!

No dia 7 de outubro de 1971, quando completei 21 anos, meu presente foi está no “Vivaldo Lima”, em Manaus, assistindo Pelé e Cia golearem 5 a 1 o Nacional-AM. Eu era um dos 43 mil torcedores do “Vivaldão”.

Era soldado da 12ª Cia de Engenharia do Exército Brasileiro, no bairro da Compensa, estrada da Ponta Negra.

Pelé fez dois gols. Time: Gilmar; Wilson, Ramos Delgado, joel e Turcão; Lima e Clodoaldo; Manoel Maria, Douglas, Pelé e Pepe.

Quando por aqui esteve, na década de 80, como técnico do CR, conversei com Pepe sobre a genialidade de Pelé, e ele me disse em poucas palavras o que era o cerebral Rei: “Pelé tinha olho nas costas”. Insisti em mais detalhes: “Ele antevia a passagem do colega, vindo de trás, e servia. Ninguém gritava com ele. Ele tinha a antevisão”, arrematou José Macia.

No início do século 19 surgiu na Europa o movimento artístico Surrealismo e dois artistas se destacaram pela ausência de lógica em suas obras.

Nas artes plásticas, Salvador Dali plasmava na tela o real de forma irreal.

Nas letras, André Breton não se preocupava com a razão, a emoção psíquica falava alto.

Assim como esses dois artistas retratavam o real de forma irreal, àquele com o pincel e este com às palavras, Pelé desenhou várias telas, nos gramados do mundo, com o corpo, usando pés e cabeça.

Não havia lógica nos pés de Pelé, porque ele imaginava e em frações de segundos pintava o quadro usando a bola, às vezes matando no peito, na coxa e concretizava a obra: o gol!

“A maior qualidade de Pelé era a imodéstia absoluta”, sintetizou Nelson Rodrigues. (Retrato: via Orlando Ruffeil)

É o que há!

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