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TAPANDO O SOL COM PENEIRA

Definitivamente, o Brasil é o país das coisas males resolvidas.
Na maioria das vezes, no futebol, se resolve nas “coxas” ou se “tampa o sol com a peneira”.
É preferível punir Clubes a identificar e criminalizar torcedores maldosos que saem de suas casas com a ideia de sacanear com jogadores.
CBF – Confederação Brasileira de Futebol -, no último dia 15, sacramentou no Regulamento Geral das Competições de 2023 que desrespeito à dignidade humana, nos campos de futebol, o time que tiver mando de campo sofrerá sanções, em vez de identificar os criminosos e puni-los.
Pagamento de multa (R$ 500 mil); bloqueio de registro ou transferência de jogadores, e perdas de pontos na competição. Qual é o clube que vai controlar a maldade humana nas arquibancadas ou cadeiras das arenas ou estádios brasileiros?
Jogar casca de banana direcionada a um jogador negro; gritar “macaco!!!”, “macaco!!!”; gestos homofóbicos é fácil identificar o autor e prender no ato, porque o que não faltam são câmeras e policiais nos campos de futebol.
Não. Nada disso é essencial. O criminoso é o clube mandante da partida.
Desde 1949, quando George Orwell lançou “1984”, que o mundo é vigiado: todos se olham como o “Grande Irmão” – “Sempre os olhos vigiando e a voz envolvendo você…”
Para a CBF, “dois e dois são cinco”.
1985, na Inglaterra, o hooliganismo, que praticou atos de vandalismo e assassinatos nos campos de futebol, foi fulminado pela força do Estado, identificando os criminosos e proibindo suas presenças nas arenas. Acabou!
Hoje, em muitos condomínios os condôminos só têm acesso após a identificação facial nas roletas, mas no Brasil as gravidades dos problemas são ignoradas, preferindo soluções paliativas, e neste caso, a melhor maneira é punir os Clubes, em vez do criminoso. (Foto: Google)
É o que há!
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