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ZAGA EM LINHA, SÓ DEU FABINHO

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Num time de futebol a qualidade técnica dos jogadores está acima da função do “professor”, que apenas repassa esquemas táticos.

A principal função de um técnico de futebol é mostrar como os atletas devem aplicar tudo que sabem dentro de campo.

Os esquemas táticos dependem das qualidades e competências dos atletas, e no jogo em que o Clube do Remo ganhou do Cametá de 4 a 2, no Baenão, a ideia que tive é que Marcelo Cabo disse aos seus atletas: “Joguem tudo o que sabem, tocando a bola com paciência, mas na última linha defronte dos zagueiros”. E isso foi feito.

A aplicação do lateral-direito Lucas Mendes, com três cruzamentos certeiros; Pablo Roberto, excelente organizador de jogadas; Uchoa conhecendo os atalhos como volante; Diego Tavares o elo entre meio-campo e ataque, e Fabinho (entrando aos 2’ no posto de Muriqui, que saiu contundido) calando àqueles que o queriam fora do Baenão, fazendo três gols, se destacaram cumprindo com o combinado com o comandante Marcelo Cabo.

A facilidade encontrada pelo meio-campo azulino deva-se a ineficiência da marcação dos volantes do time de Rogerinho.

No primeiro gol azulino a triangulação foi perfeita entre Pablo, Diego Tavares e Lucas, que cruza para Fabinho concluindo: 1 a 0, aos 21’.

Os gols seguintes vierem em sequência: 23”, Lucas cruza e Richard cabeceia fazendo 2 a 0; aos 38’, Lucas cruza e Fabinho, 3 a 0.

Numa penalidade à-toa,   Pablo Roberto chega pisando em Ryan dentro da área e o árbitro Alexandre Expedito marca penalidade, que Pilar cobra e diminuiu o placar: 3 a 1.

Metendo seu time no campo do Remo, Rogerinho, no segundo tempo, foi para tudo ou nada.

Acomodado, tocando a bola, Leão Azul jogava com paciência e saia em velocidade com Diego Tavares.

Com a entrada de Wendel no posto de Pet, Cametá ganha fôlego pelo lado esquerdo, e num lance de talento Pilar o segundo gol do “Mapará” em chute de fora da área: 3 a 2.

Aos 30’, Wendel e Richard se chocam e gera confusão entre Lucas e Ryan, que após empurra-empurra o árbitro expulsa os dois atletas.

Em seguida, bola originária de escanteio, Fabinho perde de cara…

Mas, aos 46’, Rodriguinho, que entrara no lugar de Pablo, recebe e serve Pingo e este cruza para Fabinho concluir 4 a 2.

Conclusão: Marcelo Cabo atirou no que viu e acertou no que não viu: perdeu Muriqui, que joga fora da área, e entra com Fabinho atuando centralizado diante de uma zaga, que se posicionou em linha, marcando a bola e não jogador. Uma nhanha!

Rogerinho facilitou a vitória remista.

É o que há!

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