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À SOMBRA DO MOCHILEIRO LOMBREIRO

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O futuro do futebol brasileiro é um imenso desafio às autoridades, em especial ao Ministério Público.

No mundo, muitas partidas de futebol estão sendo definidas de antemão: um cartão vermelho, uma “furada”, uma falta dentro da área valem muito mais que um gol. Que uma vitória.

Infelizmente, é falso o que vemos, porque jamais conheceremos o tudo que constitui os bastidores de uma partida de futebol, parodiando Santo Agostinho.

Vem-me ao miolo mole o monumental Bertolt Brecht: “Nenhuma instituição é vestal imaculada! Monarquias, Repúblicas, Congressos, Tribunais, Igrejas, Forças Armadas, Bancos (prefeituras), Academias – onde o homem põe a mão há sempre um ladrão”. Vou mais além: corruptos, ladinos e estelionatários que vivem farejando dinheiro fácil.

Um é bandido. Dois, três é “quadrilha ou bando…”

E todos são cínicos! Tanta hipocrisia de quem é condenado exigindo moral. Cartolas sem escrúpulos!  

Entre os anos 80/90 acostumei-me a “fazer a cabeça” à beira do rio Guamá, na UFPA, e deste tempo, muitos, hoje, são políticos, funcionários públicos, e um “lombreiro mochileiro”, que não sei por onde anda, depois de alguns “pegas” divagava: “Espero, daqui a alguns anos, produzir para viver, consumir para não morrer, mas é difícil acreditar que o Brasil seja um país honesto”.

À sombra do “mochileiro lombreiro” está o futebol, a maior mina de ouro do planeta terra.

Perguntas absurdas não merecem respostas, dizem; todavia, o viés indica que quem cala consente, e neste “jogo” há a transparência, que está à latere.

Às virtudes universais como honestidade, integridade, lealdade, hombridade e amizade estão distantes daqueles que fazem o futebol brasileiro.

No Pará, quem acende o fósforo?

É o que há!

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