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EMOCIONAL

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Primeiro RE-PA que vi foi em 26 de agosto de 1979. Remo comandado pelo Paulo Amaral, tricampeão. Um timaço de Bira e Cia: Remo 2 a 1.

(Fui levado pelo Jurandir Bonifácio). Adendo: Ao final do jogo, Paulo Amaral expulsou de dentro do vestiário uma repórter da TV Marajoara, que está vivinha.

Meu 1º RE-PA, como repórter, foi o do dia 16 de agosto de 1980: PSC 2 a 0.

Então, conheço um “tiquito” da história do mais jogado clássico futebolístico do mundo: RE-PA é RE-PA. RE-PA é diferenciado. RE-PA a gente pensa que conhece, o jogo, e não conhece nada, porque futebol é injusto, mas eficaz.

Às vezes, num RE-PA, quem está mal das pernas, como agora o Paysandu, realiza pouco, mas produz o essencial pra ser vitorioso.

Lembro de um RE-PA, que o Remo estava sem cinco titulares, e Ameixa, Rony e outros meninos da base fizeram a festa sobre o favorito Papão.

Num outro, bem recente, Mazola sem zagueiros, fez de Ricardo Capanema o xerife da zaga, sendo volante, e o Papão ganhou o jogo.

Time de futebol é alicerçado em 4 pilares: técnico, tático, físico e emocional, e nestes quesitos, time bicolor deixa muito a desejar.

Time de Márcio Fernandes sem laterais e meio-campo improdutivos, e a bola não chega em Brunos Alves e Mário Sérgio. E o time cansa!

“Não adianta lamentar, temos que encontrar meios para fazer o time jogar”, revelou Fernandes após a vitória através das cobranças dos tiros livres diretos sobre o “Princesa”.

Fernandes é um excelente técnico e gerenciador de elenco e tem firmeza no emocional, porque às pressões são acentuadas sobre ele e o elenco. Têm resistidos.

Time de Marcelo Cabo joga com alegria nas pernas, solidário, time compactado e da última partida, contra o São Raimundo-RR, lembrei de uma escola de samba, que passa na avenida fechadinha, brilhante e recheada de felicidade.

Técnico leonino é do tipo que vê e sabe de tudo que se passa na concentração. Tá certo. Após cada vitória, Cabo vai à torcida agradecer, mas será que o “professor” está preparado para o revertério?

Depois das vicissitudes, em Goiânia, Marcelo Cabo tornou-se sabático, e chegou aqui dizendo que “chorou muito e pensou que não iria mais trabalhar com o futebol, mas que o Remo será sua redenção”. Perfeito!

Passa pelo meu miolo mole, se Marcelo Cabo está “ungido” e instruído para fortes emoções.

Se está preparado para derrota, porque o torcedor que aplaude, hoje, é o mesmo que amanhã espragueja e apedreja.

Márcio Fernandes tem dado provas de ter “coro de búfalo”, porque às redes sociais não dão trégua… E ele está firme e forte.

No futebol há profissionais que não resistem ao emocional, e se amofinam.

É o que há!

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