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“PELÉ”, ADJETIVO SURREALISTA

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“Uma jogada a lá Pelé!”

Ele fez um gol a lá Pelé”.

Essas expressões faladas pelos narradores esportivos eram “muletas linguísticas”. Digo: eram, mas tinham poder semântico perante o povaréu torcedor brasileiro.

Sem desmerecer quem quer que seja, mas o rádio brasileiro está recheado de “muletas linguísticas” do tipo: “Né”, “sabe”, “vou te contar”, “brincadeira” …

Servem de reforço na linguagem improvisada. A repetição é horrível.

O “Michaelis”, em sua edição digital, apenas ratificou o que o povo havia consagrado havia tempo em relação ao apelido de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, que em breve estará sacramentado nas versões de papel do conceituado dicionário da Língua Portuguesa.

“pe. lé® adj m+f sm+f que ou aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé®, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excepcional, incomparável, único. Ele é o Pelé do basquete. Ela é a Pelé do tênis. Ela é a Pelé da dramaturgia brasileira.”

Além de todas essas qualidades, Pelé se ombreou a Salvador Dali, Joan Miró e André Breton pintores e poeta surrealistas, que plasmavam a realidade de forma irreal.

Dali e Miró através do pincel; Breton com a leveza da pena, e Pelé eternizou a escola surrealista com os pés “pintando” obras plasmadas nos campos de futebol mundo a fora, na TV e no cinema. (Foto: Orlando Ruffeil)

É o que há!

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