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NADA É DEFINITIVO

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José Saramago, escritor português galardoado com o Nobel de Literatura de 1998, em prosa revelou expressão que se aplica a cada instante no futebol…

“A derrota tem algo positivo, nunca é definitiva.  Por outro lado, a vitória tem algo negativo, nunca é definitiva”. Na vida, no esporte, tudo é passageiro e nada mais cruel que o tempo.

Técnico de futebol, no Brasil, vive de conquistas, e quando não consegue… Beco.

“Professor” de futebol tem que ser generalista, inclusive na linguagem aplicada ao elenco, porque há jogadores inteligentes e os apedeutas, que não entendem o que técnico falou na preleção.

“Quando se tem grande quantidade de jogadores, num elenco, diminui a qualidade técnica”, revelou o executivo Sérgio Papellin, executivo do Fortaleza, que passou por aqui em Baenão e Curuzu.

Cutucou Remo e Paysandu, que a cada temporada contratam, por indicação de executivos, os “chinelinhos”.

Vai técnico e vem técnico e agora o Remo investe em Marcelo Cabo, que é ótimo profissional, mas comprometido com gente de caráter duvidoso no cenário esportivo nacional, e indica o “bichado” Diego Ivo, que está “roubando” o Remo, como já “roubou” o Paysandu e ao voltar diz que o “clube é safado”.

Foi-se Marcio Fernandes. A diretoria preferia Hélio do Anjos, que tem filho problemático, e que o PSC lhe deve desde o tempo de Ricardo Gluck Paul, mas que paga parceladamente, todavia o macambuzio técnico exigiu faxina nos departamentos de futebol e médico, com que a diretoria não concordou.

Marquinho Santos acertou e chega nesta terça-feira, 2, mas há um quê: o técnico é avarento. Quando um clube oferece além do que ganha, pega o beco…

Bom mesmo é o Juan Pablo Vojvoda, do Fortaleza, que além de humilde é visionário: quando soube que o Fernando Diniz pouparia Ganso, Kano e Keno, na partida pela A, do Brasileiro, aplicou o antídoto e meteu 4 a 2 no poderoso Fluminense.

Marcou a saída de bola do tricolor carioca. Quando os marcadores recuperavam a bola, faziam a transição rápida, e das 18 finalizações, acertou 4 vezes o alvo.

É a antevisão de o mundo que o cerca.

Diretoria profissional do Fortaleza saltou de R$ 12,3 mi, em 2014, para R$ 267,8 mi em 2022, e não contrata jogador “ladrão”.

Espero que a derrota do Paysandu para o Águia, nas cobranças de tiros livres diretos, “não seja definitiva”.

Que a diretoria bicolor não seja “talibã de si mesma”.

É o que há!

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