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ARTE DE CRIAR E DE GANHAR TÍTULOS

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Não é à toa o sucesso do técnico Pep Guardiola.

Vulcânico e obsessivo; genial, apaixonado pelo futebol.

Vê futebol como ciência, e por assim dizer, é um cientista louco, amante do esporte bretão.

Desfrutei da leitura de obra que desnuda o técnico espanhol – GUARDIOLA CONFIDENCIAL -, e nas páginas do livro confessa que busca sabedoria em outro gênio do futebol como jogador e técnico, Johan Cruyff, passando pelo genial mestre do xadrez Garry Kasparov, que numa conversa, disse ao jovem técnico: “Quando ganhei meu segundo título mundial em 1986, já sabia muito bem quem me derrotaria”.

“Quem?”, indagou Guardiola. “O tempo, Pep, o tempo”.

Todo velho, com o passar do tempo, perde a paciência.

Guardiola aprendeu ouvindo o “pai” (como trata Cruyff) de que “a ideia é ter a posse de bola”.

Assistindo ao jogo Manchester City 1 a 0 sobre a Inter de Milão, consagrando o 4º título da Liga dos Campeões do técnico espanhol, e os “milagres” do brasileiro Ederson, lembrei de que “futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes”. Retrato da partida que consagrou Guardiola e o time inglês, que venceu a tríplice coroa: Campeonato Inglês, Liga Inglesa e a culminância com a Liga dos Campeões.

Sobre criatividade, Pep foi ter com o cozinheiro catalão Ferran Adria, que era “capaz de inventar uma receita a partir do nada”. Adria desconstruía os pratos de comidas, “decompondo a estrutura de um prato tradicional e volta a construí-lo de maneira totalmente diferente da já estabelecida”.

Ao ler esta passagem, lembrei da boieira Tieta, no Ver-o-Peso, que recriou o vatapá de açaí e foi premiada em concurso da Prefeitura de Belém.

Penso que estilistas, cozinheiros e arquitetos são os mais criativos profissionais. Sempre inventam, recriam, reinventam-se e acabam mudando o mundo que o cerca.

Pep chegou no topo porque não “acha”, olha e pensa e não “existe glória sem desafio”, sem a busca da perfeição.

A quem se interessa por criatividade, GUARDIOLA CONFIDENCIAL não trata tão-somente de futebol, mas da arte de criar.

“Para criar, precisamos de liberdade, pressão e risco”.

É o que há!

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