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O ESPELHO QUEBRADO
O futebol é um imenso espelho, que reflete o caráter da sociedade brasileira.
E, na maioria das vezes, o espelho quebra.
Sérgio Dias, ao reconhecer que errou, após afirmar que o Remo, contra o Paysandu (TABU 33), entrava em campo “calçado”, me deu um presentão, porque a emenda foi pior que o soneto.
Por mais que tenha coração empedernido, o ser humano, quando peca, há dentro dele um desejo incontrolável para dizer a verdade.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, é bíblico.
Não tem jeito: “O delinquente volta à cena do crime pela sedução da verdade”, diz o consagrado advogado Rui Mendonça.
Ao ser testemunha de um fato inusitado, num dia do ano de 2007, quando Raimundo Ribeiro, presidente azulino, espalhou 200 mil reais sobre a mesa e chamou à imprensa para mostrar que tinha a “pacoteira” pra tirar DEMA, que era sonho do Paysandu, e este mesmo cartola, em 2005, denunciou “manipulação de resultados” para prejudicar o Remo, telefonei convidando-o para participar do SHOW DE BOLA de domingo.
A resposta foi direta: “Zé, tenho nojo do futebol. Obrigado, mas não dá!”
O arauto da moralidade, “Zé da Boquinha”, numa roda, deixou escapar esta preciosidade: “Estou fora. Futebol não é ambiente pra gente séria. É um meio sujo!”. Hoje, ele faz parte de um grupo de corrupto e ladinos.
E o Paysandu, para alguns torcedores bandidos de torcida organizada, não vale nada: STJD volta a punir o clube em 30 mil reais e duas partidas de portões fechados, “sendo permitido apenas a entrada de mulheres e crianças menores de 16 anos”.
Como o PSC já iniciou venda de ingressos para o jogo contra o Brusque, o jurídico irá recorrer.
Neste mundo de desconfiança, quando vejo “goleiro-artilheiro” contra sua própria cidadela, somente um técnico da altivez de Hélio dos Anjos para melhorar o emocional do time bicolor e dá uma identidade tática ao elenco.
E, com certeza, na Curuzu, irá colocar cada monstro no seu devido lugar.
É o que há!
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