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COMPAIXÃO

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“Aquilo que não posso falar como homem, não devo escrever como jornalista”.

Quando chegou no meu “uatizap”, terça-feira, 4, às imagens do jogador Rafael Silva “bolando” um cigarro, me tocou o sentimento de compaixão. Divulga ou não divulga:  indecisão desgraçada!

Pensei em quem me dá moral no blogue, porque os condôminos do prédio sabem do meu potencial e acreditaram no meu trabalho para acabar com o drama.

Divulguei! Efeito imediato. O “fumacê” acabou no prédio. E o Remo afastou o jogador.

A princípio, evitei nominá-lo. E neste texto identifico, porque ele mostrou a cara em rede social, expondo o seu problema, que, no meu entendimento, a emenda foi pior que o soneto.

“… Este problema me levou a buscar um acompanhamento médico externo ao clube. Neste tratamento foi receitado um medicamento natural à base da substância “Pangaia CBD” … Somente quem passa ou já passou por este problema entende o que tenho passado nos últimos tempos…”, expôs-se Rafael.

CBD é canabidiol extraído da maconha para tratamento de diversas patologias, dentro estas, a asma.

Ao afirmar que buscou “acompanhamento externo ao clube”, ferrou-se!

A justa causa só não foi de imediata, porque está sob os cuidados do DM azulino com lesão grau dois. Quando sarado, pega o beco.

Sinto compaixão do atleta, porque afirma que “somente quem passa ou passou por este problema entende o que tenho passado nos últimos tempos”.

Opa! Falou comigo!

Falo direto com você Rafael Silva, pois fui viciado em maconha, álcool e loló e entendo o seu drama, porque o difícil não é deixar o vício, o difícil é resistir a tentação da “fossa”. O cérebro está antenado ao cheiro da maconha, e aí, às vezes, acontece a recaída.

A minha briga, comigo mesmo, é constante, porque tenho um filho pra criar, educar e encaminhá-lo. Eu quero viver!

Há 16 anos que não bebo e fumo, mas ‘não estou curado’, disse-me o médico psiquiatra, especializado em dependência química, Dr. Márcio Coleman.

Nesta briga, comigo mesmo, não fui à igreja dá dinheiro pra “camelô da fé”, mas me pego com meu Deus – que é rico, poderoso e festeiro – para me conceder vergonha na cara e força de vontade para vencer o inimigo que está dentro de mim…

Adendo: Nesta luta, havia 16 anos, penso na minha “sementinha” (Mateus) e na dona Elô, que me fizeram ver – e respeitar – o meu ageísmo, e me acompanharam em momento de crise.

Ao Dr. Raimundo Eder, minha eterna gratidão. (Foto: Samara Miranda-CR)

É o que há!

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