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“ESTUPRARAM” O SANTINHA

Mesmo sendo meu este “condomínio digital”, há limites nas minhas sinalizações de eventos.
E, vez por outra, lembro do “jogo do contente” da legendária Pollyanna. (Eleanor H. Porter).
– Credo! Num consigo ver como ficar contente em ganhar muletas, quando se quer uma boneca… Um dos excertos da obra centenária.
Por mais que tente, não consigo ficar contente em ver a imagem de uma criança chorando no colo do pai ao assistir o Santa Cruz-PE ser desclassificado da D, e em 2024 terá apenas o campeonato pernambucano.
“Estupraram” o “Santinha”. Seus algozes estão soltos, gozando do dinheiro que roubaram do Clube de maior torcida em Pernambuco.
Torcedores protestam quando um clube tenta contratar um atleta acusado de crimes contra o semelhante, mas são insensíveis em protestarem contra dirigentes ladinos, corruptos, ladrões, estelionatários que vivem entranhados em clubes e federações.
Corrupto condenado em primeira instância federal por arrombar os cofres de Prefeitura de Belém. Um é bandido, mas dois, três é bando. É formação de quadrilha. E o que se vê é a insensibilidade de quem deveria protestar, veementemente. Fingem serem moucos
“Um medo é um medo”. “E eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão…”, porque sou único, sozinho em protestar contra esses pseudos cartolas, que por onde passam deixam os rastros das falcatruas.
“Aonde o homem põe a mão, há sempre um ladrão”, diz Bertolt Brecht. E no futebol brasileiro não é diferente.
Já que escrevo de medo, jogadores do Remo têm medo de jogar no Baenão. É o emocional abalado.
O medo precisa ser confrontado. Em mim há fé de que o bem vencerá o mal, e que o lá de cima não erra alvo, principalmente naqueles que constroem seus impérios sobre a ruína do império dos outros.
É o que há!
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