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PAPO RETO

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Ao ficar cara a cara com Hélio dos Anjos tive a certeza que não há excelência sem trabalho.

Na excelência não há sorte, o que existe é o “encontro da preparação com a oportunidade”, e os visionários sabem buscar as oportunidades.

Guardiola diz que “precisamos estar por perto para o caso dela aparecer”, ou seja, a excelência.

Quando Hélio pisou no saguão do aeroporto de Belém, dia 29 de junho, lá estava este velho para lhe indagar o quanto a defesa bicolor era “pesada e lenta”.

“Vamos trabalhar com profundidade”, respondeu-me. Passado um mês, vejo os mesmos jogadores sabendo se posicionar e formando uma defesa monolítica, porque os atletas entenderam a “linguagem” do técnico, que se preocupa e que cuida dos seus “alunos”.

“Vocês precisam ter liberdade de saírem de suas casas, com a família, e desfrutarem de um bom restaurante; os parques que há em Belém, sem o medo de saírem às ruas e depender do “ifood” (recebendo comida em casa), revelou o técnico Hélio dos Anjos, que não me deu cara torta diante das minhas inquietações.

A minha preocupação – e de muitos – sobre Juninho, que despontou na Tuna, Hélio revelou satisfação em trabalhar dois futurosos atletas: Juninho e Roger. “São leves, ousados e verticais (driblam e jogam pra frente), ainda não são excelências, mas são bons jogadores. Estamos trabalhando com eles”, pontuou Hélio.

Encerrei entrevista, indagando o quê o deixa irritado numa coletiva, e Hélio, sem rodeio, de “ter que falar de tudo o que todos viram num jogo de futebol”.

“Obrigadinho”, Hélio, o “professor”, pelas respostas retas, e ao Toti, assessor de imprensa bicolor, por me deixar de cara com o “intensidade”.

É o que há!

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