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OS GAROTOS

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Paysandu 4 a 2 no Náutico foi uma festa para os olhos de quem ama o clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia.

O garoto apoiado pelo pai ou pelo tio, na mureta de acrílico, mostrou ao mundo o que é torcer: verbo que tem na sua essência etimológica o “sofrer, do latim “torqueo” (torturar, atormentar, vergar…).

Girando pra esquerda e direita, o garoto verga, pulsa, simbolizando o estado de êxtase da fiel bicolor.

Assim como as madames, no final do século XIX e início de XX, torciam suas luvas ou lenços, após passarem nos rostos, o garoto “ensandecido”, diferentemente, daquelas madames, torcia o corpo não se incomodando com o perigo que corria ou com as dores lombares. O importante era torcer!

Em campo, no segundo tempo, time de Hélio dos Anjos praticou futebol propositivo com a participação de todos, posse de bola com velocidade e não dando sossego à zaga do Náutico.

Onzena bicolor se movimentou por todas as zonas do campo, e apareceu um outro garoto sem que ninguém esperasse: Roger, 20 anos, fruto da base, foi surrealista no remate do quarto gol alviceleste.

Hélio dos Anjos, na minha última entrevista com ele, disse que Roger e Juninho são bons de bola, jogam pra frente, dribladores, mas ainda tem muito que trabalhar.

Hélio quer evolução, porque quem não evolui o tempo atropela. (Foto: Toti)

É o que há!

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