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NO FRIGIR DOS OVOS

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“Eu poderia, mas não quero mais”, afirmou Fábio Bentes.

“Repita, presidente?”, insisti.

“Poderia. Consultei advogados e desembargador, e me disseram que o novo estatuto do Remo permite, mas vou cuidar da família, da empresa e volto a arquibancada”, sacramentou o presidente azulino.

Em cinco (5) anos, desde 2019, dono do trono remista, o que conquistou Fábio Bentes? Penso que houve mais conquistas que derrotas.

Dois títulos estaduais (2019/22), uma Copa Verde (2021), uma ascensão à B, em 2021, mas logo em seguida à queda.

Neste período, Remo pagou mais de R$ 20 milhões de débitos no TRT-PA, com os repasses das cotas do BANPARÁ (patrocínio na camisa e “naming rights”) e cotas da Copa do Brasil repassadas pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF.

Por acordos escusos, comprou por R$ 3 mi a imensa área do antigo Carajás (que é da União), em Outeiro, onde aplica R$ 1 mi de contrato com a Buritirama que terá direito ao nome no CT do Clube do Remo.

O próximo presidente azulino, que assumirá em novembro deste ano, terá CT e recursos suficientes para aplicar no futebol, desde que não faça como fez Fábio Bentes, que acreditou em “ladrão” na montagem dos elencos de futebol do Filho da Glória e do Triunfo.

Ao me responder que foi “soberba” a razão do insucesso do futebol leonino, este ano, discordo e aponto que faltou controle e ortodoxia ao entregar a chave do cofre aos agenciadores de jogadores bichados e “ladrões”.

Mas, no frigir dos ovos, penso que administração Fábio Bentes foi positiva.

“A derrota tem algo positivo, nunca é definitiva. Por outro lado, a vitória tem algo negativo, nunca é definitiva”, ensina José Saramago.

É o que há!

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