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PRESENTE DE DEUS

Meu miolo mole vive substantivado em dois icásticos repórteres setoristas…
1980: Baenão. Fui abraçado e encaminhado por Jurandir Bonifácio (O Mais Azul da cidade).
1984: Curuzu. Recebido por um negão conhecido como “Bola Cheia”, equilibradíssimo Agripino Furtado.
Calados – mas, mil anos -, “Juruca” e “Bola Cheia” tinham o reconhecimento e respeito dos dirigentes, porque os dois, silenciosamente, agiam astutamente em prol das “locomotivas” – Ganharam títulos para Remo e Paysandu.
Embora com estilos diferentes do meu, Jurandir Bonifácio (que já se foi) e Agripino Furtado, 71 anos, estão em mim. Por duas ou três vezes por semana falo com o “ladrão de porco”. E mesmo em casa, sabe das coisas do Paysandu.
Em 2016, Agripino empresta nome à pracinha que há na Curuzu.
Ainda funcionário da rádio Liberal, Agripino vive em casa cercado da esposa e do filhão, mas tem um Deus que cuida do seu futuro através das ações humanitárias de um grupo de bicolores que se deram às mãos para presentear Agripino com um teto que ele possa dizer que é seu.
Só os nobres têm o presente de Deus: João Carlos Pontes (Carecone) doou um terreno no centro de Ananindeua para Agripino construir sua casa.
Antônio Couceiro, Ruy Sales, Ortiz, Alberto Maia, José Barros, Alexandre Pires, Luiz Omar, Antônio Louro se deram às mãos e darão um cafofo para Agripino Furtado.
“Busque refúgio nas coisas mais tranquilas, mais seguras e mais elevadas”. Agripino é usufruto de tudo isso.
É o que há!
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