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“IMODÉSTIA ABSOLUTA”

“No futebol a única imodéstia absoluta foi Pelé”, sentenciou Nelson Rodrigues.
Com os olhos que a terra há de comer, vi esta “imodéstia de Pelé”, no dia 7.10.1972, na inauguração do estádio Vivaldo Lima, em Manaus, ao vencer o Nacional de 5 a 1. 20 anos. Eu era soldado da 12ª Cia de Engenharia do EB, na estrada da Ponta Negra, Compensa.
Ouvindo e lendo os panegíricos sobre os 20 minutos que o Fluminense tocou a bola diante do time de Guardiola, modéstia à parte, sou imbecil.
Não sei fazer leitura de futebol, mesmo porque não sou chegado às “papagaiadas”.
“Futebol é simples, é jogo de erros”, ensinou Johan Cruijff.
Time de Diniz errou mais, ficou de 4 e ainda foi ironizado: “Me diz como é comandar um time e a seleção?”
Os salamaleques dos “professores” de futebol sobre o “Dinizismo”, no jogo, não me convencem e me faz pensar na praga do “jeitinho brasileiro”, para encontrar desculpas esfarrapadas diante de uma situação à qual vive, atualmente, o futebol brasileiro.
O cara joga futebol durante 15, 20 anos e ao se aposentar faz curso de 3 meses na CBF e ganha diploma de técnico de futebol.
Futebol é ciência humana e se renova a cada instante.
Por saber ver, estudar e analisar adversários com “imodéstia absoluta”, Pep Guardiola reinará por mais tempo por ser um “off the hook” ou “outsider”, no sentido de alienígena.
Que FDP sou eu em aceitar os 20 minutos de toque de bola do Fluminense se não ameaçou o gol de Ederson?
Pep Guardiola estudou a forma de jogar do tricolor carioca e aplicou o antídoto: com as linhas compactadas e altas, marcação coletiva “mundiou” Ganso, Cano e keno. Simples. Guardiola sabe ludibriar, em campo, os adversários.
Pensem: os craques de 16, 17 anos os “baludos” levam e quando eles atingem 30, 32 anos voltam ao futebol brasileiro, e aqui são endeusados e fazem o que o Marcelo fez e fica o dito pelo não dito. É o Marcelo, com seus mais de 30 anos sendo o cara no futebol brasileiro.
Nós temos futebol no corpo e n’alma, mas não pensamos futebol como ciência que precisa de técnicos com “grão de inteligência” para se dedicarem às diversas formas de jogar bola, aproveitando o potencial da matéria prima, que são nossos jovens.
É o que há!
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