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A VAIDADE DO “MENINO MAU”

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Desmond Tutu, religioso ativista dos direitos humanos, morreu e deixou expressão significativa para quem pensa no futuro: “Para se obter sucesso na vida às vezes é necessário se pisar em caminhos que até os anjos se recusam a pisar”.

O “menino mau” não olhou pro passado e pisa em caminho que lhe levará à glória.

Penso no filme que assisti no Olympia, em 2000, “Advogado do Diabo”, que na cena final, Al Pacino, interpretando o fute, olha pro advogado e diz: “Definitivamente, a vaidade é o meu pecado favorito”. Amo essa expressão, porque pago a minha vaidade.

O “menino mau” é ótimo repórter, mas é reconhecido pela vaidade.

Profissionalmente, a vaidade, conceito de qualidade profissional, há em cada um de nós, e que, pela própria vaidade, desejamos que outras pessoas reconheçam nossas qualidades.

Hoje, não esperem. Principalmente, se confiarmos em quem nos comanda.

Com advento das redes sociais todos são jornalistas, radialistas e comentaristas; os verdadeiros profissionais são de “mentirinhas”. Não interessa mais ao rádio, posto que as novas “revelações” são “guguistas”: não pensam e, a maioria, analfabetos funcionais, e se contenta com “merrecas”.  

Mas a vaidade é um aspecto da nossa personalidade, e não à toa às redes sociais nos mostram todo santo dia os jactanciosos incompetentes.

Pisando em um novo caminho e com a vaidade elevada, Paulo Fernando não olha pra trás e não vê os 30 anos de Rádio Clube e chega na Rádio Liberal, sendo valorizado pela direção emissora.

Abner Luiz, diretor da Rádio Liberal, pensou um palmo longe do nariz e quebrou no meio à Rádio Clube do Pará, posto que Paulo Fernando era, sim, no horário das 22h à 0h, a maior “moral” do rádio brasileiro. Palmas! Eu dormia com o rádio ligado…

Há tempo que o rádio belenense não valorizava um profissional. Nas décadas de 80 e 90, às emissoras Liberal e Marajoara disputavam os nomes consagrados de Paulo Ronaldo, Eloi Santos, Adamor Filho, Ivo, o “Gato”, Cláudio Guimarães, e a última grande “dança” no radio aconteceu quando Guilherme Guerreiro, em 1995, deixa a Marajoara e assume trono do departamento de esporte da Rádio Clube do Pará, levando consigo nomes de primeira grandeza do rádio belenense…

Espero que Paulo Fernando na Rádio Liberal não seja “pasteurizado” e dê sequência no rádio pensativo e questionador, com prosa escorreita.

Sucesso Paulo Fernando!

Palmas à direção da Rádio Liberal!

É o que há!

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