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“NÃO É DAS MELHORES”

Eu pensava, mas não tinha certeza. Agora, tenho…
A relação do vice-presidente da FPF, Ricardo Oliveira, com o Ricardo Gluck Paul, presidente, “é respeitosa, mas não é das melhores”.
Sexta-feira, 12, cheguei cedo à sala de eventos do palácio governamental para acompanhar assinaturas dos contratos da FUNTELPA e BANPARÁ com os 12 clubes participantes do PARAZÃO/24, de direito de transmissão e patrocínio, programado para às 15, programação aconteceu 17h30, tempo suficiente para que este velho jornalista encarnasse o espírito de O Velho do Restelo (personagem de Camões, em OS LUSÍADAS).
Cadeirado em diagonal com a porta principal, vi chegarem todos ao evento, e os dois vice-presidentes da FPF, Ricardo Oliveira e Reginaldo Souza, não cumprimentaram e nem mantiveram diálogo com o dono do trono federacionista, e este, no momento do discurso, não citou seus pares.
Através de um chegado meu, Ricardo Oliveira aceitou vir até mim, num cantinho, e olho no olho nosso diálogo foi reto e o meu interlocutor não tergiversou, demostrou ser articulado ao ser inquirido sobre a relação com o presidente da Federação Paraense de Futebol, Ricardo Gluck Paul.
“São estilos diferentes: ele tem a visão empresarial; eu trabalho em prol da base que me colocou na Federação. Não paro. Eu e minha esposa somos assessores de parlamentares. Nossa relação é respeitosa, mas não é das melhores”, afirmou Ricardo Oliveira.
Em resposta sobre o futuro, Oliveira acrescentou que “Ricardo Gluck Paul sonha com a CBF” (quer ser vice-presidente), e “trabalhar a base” é o que move o vice-presidente federacionista, que pensa o futebol paraense em todos os aspectos.
Portanto, não tenho dúvida que há um “racha” no alto comando da FPF.
Ricardo Oliveira foi o articulador da vitória sobre o candidato Paulo Romano.
Processo que pede anulação da última eleição federacionista continua engavetado, dependendo da boa vontade de quem deve designar desembargador para analisar o caso.
É o que há!
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