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OS SONS QUE PRODUZIMOS

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Hélio dos Anjos: “Eu quero que o Flamengo se dane”.

Torcedores do Flamengo: “…torcida de índios do Paysandu…”.

O som de Hélio dos Anjos traduz torcer contra o maior clube brasileiro em termos de torcida e não vejo desrespeito. Técnico bicolor defendeu datas em prol do PARAZÃO. Corretíssimo!

A Fiel bicolor, a maior “convulsão da natureza”, nos campos do Pará, não tem nada a ver com o som proferido pelo desportista Hélio dos Anjos.

A nossa origem é indígena, sim, e o que torna crime é que na atual conjuntura o feio não quer ser chamado de feio; o preto nem pensar em ser “pretinho” ou “negão” e etc.

A forma como se tonaliza uma palavra é que pode se caracterizar xenofobia.

Então, o turista que visitou o Ver-o-Peso, em dia do mês de dezembro, e revelou, em redes sociais, que “aqui tem gente feia por metro quadrado” tornou-se um xenófobo. Não houve reação do povaréu.

Torcida flamenguista deveria criticar o cidadão Hélio dos Anjos e não com a absurda reação contra os que amam o Clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia.

A nossa formação racial tem sangue indígena como tem de portugueses e africanos, então, eu sou índio e nem por isso me sinto humilhado.

Muito a.C., as trombetas ecoavam alertando o povo de Israel; sons fazem parte das nossas vidas e quando intensos causam estragos.

Sentimos os sons do vento; de uma canção; dos pássaros; das marés de março no cais da Estação das Docas; dos instrumentos de percussões que não obedecem a escala de notas musicais, mas que produzem sons afinados.

Eu não quero que o Leão se dane, mas contra o Lobo, o som que desejo ouvir é o uivar e não o rugido.

O exibicionista som foi proferido por um corrupto, ladino, imoral e cínico (que o poderoso chefão não o tolera desde o “empenado da pasta preta”) contra o Nícolas, que teve a sensibilidade de sonorizar em alto decibéis o “pasto” que é o campo de jogo do “Diogão”.

Pensando em Neemias, aciono a trombeta alertando bicolores para prestarem atenção para os sons daqueles que não desejam ver o Paysandu conquistar o seu quinquagésimo título estadual.

É o que há!

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