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CARTOLA “ROLUDO”

A arquitetura do novo Mangueirão me realiza.
Cheguei cedo à “catedral” e, das cadeiras, senti frio gostoso ao ver a chuva fina que neblinava o imenso vão do estádio.
Mangueirão que tinha uma bela arquitetura, mas antifuncional, e que hoje me sinto realizado por ver que os meus apelos não foram em vão, posto que há brilho nos meus olhos, já que a beleza é uma utilidade sem fim, ou seja, só serve pra ser vista, mas o novo Mangueirão é plenamente funcional.
É arena. É plataforma. É multiúso.
Passei pelas cabines de rádio e TV e proseei com os colegas que se preparavam para o exercício do ofício de informar.
Desço e me acomodo numa cadeira, pensando que era mais um no meio da galera. Que nada. Reconheceram-me e passaram a me questionar sobre valor da água a dez reais, chope do Neto a sete pilas, saco de rosco a quinze, então resolvi dá um basta: “Engraçado, o show do Safadão que fechou a Bernardo Saião, teve quem pagasse 400 reais e não reclamaram; os bailes das saudades da vida em que se paga 60 pilas num pacote de cerveja ninguém reclama. Futebol é festa! E, assim sendo, os participantes têm que pagar pela vaidade de estarem aqui nesta arena”. A maioria concordou.
Pra mudar de prosa, houve quem me questionasse sobre o título de Cidadão de Belém que o vereador “rei do rolo”, no Rio de Janeiro, vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, recebeu da edilidade belenense.
Peraí! Marcos Braz é o vereador carioca que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro por comportamento covarde diante de um torcedor flamenguista em shopping da Barra da Tijuca e outros “rolos”.
Aqui, o “xerife” Jhon Wayne deu ao “roludo” político e cartola carioca a carta de homem de bem. Guá!
É o que há!
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