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NOVA PERSPECTIVA

O velho adágio popular diz que “pau que nasce torto, não tem jeito morre torto”.
Nunca torci pela desgraça de ninguém, mas o mundo da bola me mostrou que há pessoas que chutam a bunda do cavalo selado e não montam.
Quando montam, desabam da sela lá na frente, porque não souberam manusear a “doma racional”.
Desde 1980, quando comecei a vivenciar Baenão, Curuzu e Vila Olímpica, fui testemunha de fatos desabonadores à conduta de jogador de futebol: cachaceiro, maconheiro, “manicão” (os que gostavam de abater “porquinhas”, que eram chamadas de “Marias-Chuteiras”).
Eu vi pai de menina invadir o Baenão com revolver em punho para balear o atleta azulino que fez a “porquinha” dá “com os burros n’água”.
Uns já morreram, outros estão vivos e não citarei nomes, mas revelarei uma testemunha, que salvou o Baenão de uma desgraça em dia de março de 2017: advogado Marco Antônio Pina chega no momento em que atleta transtornado, armado com uma faca, adentra a toca do Leão com a finalidade de se vingar de colega que teria roubado o celular. Pina, que era diretor azulino, o aborda e o retira da toca do Leão. Pina esta vivo pra contar mais detalhes do excelente jogador (atacante), mas não era atleta.
Mas houve quem tivesse enésimas oportunidades de montar no cavalo selado: um desses é o atacante Leandro Carvalho, 29 anos, que chegou no Águia de Marabá e se reencontra com o goleiro Vitor Lube, seu colega de Remo, em 2022, no tempo de Gerson Gusmão, no Baenão.
2017, na Curuzu, Sérgio Serra, presidente durante 7 meses, ao sentar no trono bicolor, acredita no talento do jovem de 22 anos da base do clube e o promove para o time profissional, lhe oferecendo ótimo salário e apartamento às proximidades da Curuzu para agasalhar pai e mãe, que moravam em Icoaraci. Eu estive no “ap” entrevistando Leandro Carvalho e sua mamãe.
Não sei os motivos que faziam Leandro Carvalho chegar atrasado nos treinos, na Curuzu, e outras vezes não explicava a ausência ao trabalho. Mandaram embora.
Leandro Carvalho rodou o mundo, inclusive o árabe, e sem destino definido, chega no Águia de Marabá, aos 29 anos de idade, com experiência e conhecimento de vida, o que deve aproveitar a nova perspectiva que os dirigentes do clube marabaense estão lhe dando.
É o que há!
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