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“PATINHO FEIO”

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Com o início da temporada-24 em dezembro do ano passado, pensei que o futebol paraense fosse viver uma “nova ordem”. Pensei!

Estou começando a me desiludir com o nosso futebol a partir do momento que vejo Águia de Marabá perder para o Rio Branco-AC, dentro do Zinho de Oliveira,  e está fora da Copa Verde; Paysandu empatar duas vezes (1 a 1 com o Canaã, pelo Parazão, e 0 a 0 com o Ji-Paraná, pela CB) e o técnico Lisca dizer que não lhe interessa time da C (referiu-se ao CR), em conversa com o executivo azulino, Sérgio Papellin, é não querer ver a realidade nua e crua do nosso futebol, que é ainda visto como o “patinho feio” do futebol nacional. Principalmente, por ser efetivado no “fim do mundo” e muitos não querem viver aqui.

Paysandu nosso representante na B, mas jogando o futebol que apresentou nos dois últimos jogos, é querer tapar o sol com a peneira, porque não vejo talento dentro de campo.

Sem desmerecer os seres humanos que fazem Canaã e Ji-Paraná, mas o time de maior prestígio é o Paysandu e não pode dá o vexame que deu diante desses dois humildes times de futebol.

O mesmo com o Remo diante de um São Francisco, que nem casa tem para “morar”.

Além da falta de talento, não consigo ver comprometimento e equilíbrio   dentro de campo, embora reconheça que o futebol é um jogo de “erros”, e às falhas podem acontecer na montagem dos times, e, neste momento, os técnicos Hélio dos Anjos, Mathaus Sodré e Júlio Cesar se sobressaem com os trabalhos diferenciados no comando de suas equipes.

Em qualquer setor de atividade humana, o talento é a diferença, é o fator determinante para se obter sucesso.

O comprometimento se baseia na força de vontade, na garra, na determinação de uma equipe de futebol.

O equilíbrio está no jogo coletivo, que cada um “dê o melhor de si e um pouco mais” para que o sucesso seja alcançado.

Mas para que tudo isso aconteça, o futebol precisa de um visionário, e este é àquele que tem a visão além do mundo que o cerca.

Através do seu executivo Sérgio Papellin, Clube do Remo sonha com o técnico paraguaio Gustavo Morínigo, que passou por Avaí-SC, Coritiba-PR e Ceará-CE.

O futebol paraense necessita de gente que assuste, ousado, entusiasta e valente.

É o que há!

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