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BOBAJADA

“Não conseguimos avaliar o sucesso se nunca fracassamos”.
O Remo de Catalá foi um desastre, e a Fenômeno Azul teve influência pra mudar o quadro, ao perceber que o time estava perdido em campo.
Na Feira da 25, onde faço ponto aos sábados de manhã pra tomar café e ouvir pessoas de toda cepa, numa roda de gente fina, um posudo se saiu com esta bobajada: “Se o Remo chegar à final é zebra!”
Entreolharam-se e alguém, que me conhece, indagou-me: “E aí, Zé?!”
“Pelo que conheço de futebol, em clássico não há zebra”. A maioria concordou comigo, e eu continuei comendo meu cuscuz com café, e arrematei: “A melhor contratação do Remo foi o EL PATRON.
Com lucidez e inteligência, o técnico fez o Remo chegar à final contra o Paysandu, e com altivez: ganhou duas vezes da Tuna, que no agregado 4 a 1. Com moral, portanto.
Remo 2 a 0 Tuna, placar construído no segundo tempo, porque no primeiro, Morínigo fez de Jaderson primeiro volante; Pavani pra comandar a saída de bola, e pelos lados Kelvin e Marco Antônio, que deram chabu.
Remo marcava do meio pra trás, com a zaga bem postada.
Tuna teve domínio, chegava, mas não penetrava e nem finalizava.
Jogo pegado, que fez Pavani e Marco Antônio receberem amarelo, o que aconteceu com Gabriel Furtado.
Árbitro Olivaldo José, ao finalzinho dos primeiros 45’, mijou pra trás, em não expulsar Marco Antônio por falta cometida. Preferiu terminar o primeiro tempo. São esses pequenos “detalhes” que fazem o apito paraense perder a credibilidade.
Segundo tempo: a porca torce o rabo. EL PATRON tira Pavani e entra com volante de ofício, Henrique; Ronald (Kelvin) pela direita; Echaporã (Marco Antônio) pela esquerda, e ytalo (Ribamar).
Júlio César vai pro tudo ou nada: Luquinha entra no posto de Jayme, e Chula sai e entra Leandro Cearense. Vai pra cima, mas deixa a zaga desguarnecida.
34 minutos. Nas costas de Weslei, entra Ronald, que avança, cruza na cabeça de Ytalo: 1 a 0.
Pedro Vitor, que entrou no posto de Sillas, foge da marcação de Renan, e serve Jaderson finalizando e fechando o placar: 2 a 0, aos 48’.
Quero ter vida pra ver quem é quem entre “Intensidade” e EL PATRON. E, com certeza, aprenderei ainda mais sobre futebol, que é pra eu não pensar que RE-PA tem “zebra” e que não me intua a indagar ao vitorioso: “Faça uma análise de como você conseguiu ser campeão?”
É o que há!
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