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TUDAOETUDINHO NA DALEPIX
74 anos conscientes de que tenho que me adaptar às novas tecnologias.
Não entro nessa de que tudo de bom era na geração beat (décadas de 50, 60), em que a palavra, o inconformismo, a liberdade e o produzir para viver, consumir para não morrer (os hippies) eram estigmas da minha geração e o melhor do mundo.
Sou de uma geração de gênios iluminados pelo “Divino” que fizeram diferenças por serem ousados e reinventivos: Papa João 23, Pelé, Muhammad Ali, Bob Dylan, Beatles, Jovem Guarda (Brasil), Indira Gandhi, Golda Meir, John, Kennedy, Juscelino Kubitschek (JK), Ernest Hemingway, Jorge Amado, Edgar Alan Poe, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Mário Quintana, Ferreira Gullar, Cecilia Meireles, Rachel de Queiroz e uma porrada de gente fina.
Adendo: quando aqui cheguei (1979) convivi com Paulo Ronaldo, Jaime Bastos, Walter Bandeira, Rui Barata, Paulo Chaves, que fizeram minha cabeça.
Nada contra a nova geração WEB, pelo contrario admiro alguns que são criativos, foras de séries, ousados em criarem suas rádios ou plataformas e partirem pra luta em busca de projeção profissional, mostrando seus trabalhos. Merecem aparecer, ganhar dinheiro e viver!
Não tolero “papagaios” (“Paus-de-sebo” no dizer de Wanderlei Luxemburgo), que chamam de “professor” para técnicos de futebol, não sabendo se ombrearem a quem estão entrevistando ou fazendo perguntas imbecis, do tipo: “Faça uma análise de como você viu seu time jogar?”.
Discordo ouvir da boca de um caboclo amazônida a linguagem “sulista” – “jogada aguda”, “terço”, “vira a chave”, “muda o chip”, “Mudar de prateleira”, “minutagem”, “facão”, “Beirada”, “pisar na área”. É ser “papagaio”. Há comentaristas e repórteres “papagaios” em Belém. Na TV Cultura há quem fale bonito, mas não entende “pn” de tática de futebol. Nonsense!
Paraense empresário, vivendo há mais de 30 anos entre Europa e Oriente Médio, Fred Carvalho, chega em Belém e lança a plataforma DALEPIX, pensando neste velho jornalista para comentar futebol, ao lado do jovem narrador Max Souza. Prometo linguagem nova. A linguagem que me faz ser diferente no rádio. Vamos meter TUDÃO e TUDINHO!
É o que há!
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