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SE LEI NÃO FOR POTOCA, “CR ENTREGA TÍTULO DE MÃO BEIJADA…”

Assassinato no estacionamento e gritos homofóbicos nas arquibancadas da “Catedral” Mangueirão.
Os desiquilíbrios emocionais do árbitro Fifa Bráulio da Silva Machado, de alguns jogadores em campo, de dirigentes e torcedores foram marcantes no Paysandu 2 a 0 no CR, pela partida de ida do PARAZÃO.
Árbitro registrou em súmula que aos 36 minutos do segundo tempo “foi escutado gritos homofóbicos de forma continua e coletiva por parte da torcida do Clube do Remo…”
Parágrafo seguinte, árbitro relata invasão de campo do executivo Sérgio Papellin que de forma ofensiva gritava: “Ladrão, veio roubar a gente…”.
Emprestei o cérebro do advogado Ruy Mendonça, com banca na capital do Amazonas, Manaus, para analisar os dramas do Remo e do Sérgio Papellin.
Para o Procurador Geraldo do TJD-AM, os fatos são “graves e desfavoráveis ao CR e ao Sérgio Papellin”.
“Havendo denúncia da Procuradoria Desportiva do TJD-PA, Papellin, que é educado e equilibrado, pode ser punido de 15 a 90 dias de suspensão pelo artigo 243-F, do CBJD (ofenda narrada na súmula), além da pena de multa pecuniária pelo artigo 191, III, do CBJD (por descumprir o REC do PARAZÃO, que veda presença de dirigente nas proximidades do campo de jogo).
“O CR corre risco de perda de 3 pontos pelo cometimento da infração do artigo 243-G, parágrafo 1º, do CBJD, notadamente pelos gritos homofóbicos perpetrados por sua torcida contra o atleta Nícolas do Paysandu, que motivou a paralisação da partida e o uso de sistema de som do estádio, a pedido do árbitro, para que os cânticos homofóbicos cessassem. Se for punido, CR entregará de mão beijada o título estadual ao Paysandu, por causa do comportamento da torcida azulina.
“Ressalte-se que se identificada a torcida organizada que praticou a ofensa, essa poderá ser proibida de frequentar os eventos esportivos em até cinco anos, pelo artigo 183, parágrafo 2º, da Lei Geral do Esporte”.
Então, se assim for, os bastidores da justiça desportiva paraense serão movimentadíssimos nos próximos dias.
Na manhã de segunda-feira, 8, Ministério Público do Pará reuniu com os representantes das forças de segurança paraense e ficou definido que as “torcidas organizadas Trovão Azul, Torcida Maior do Norte, Torcida Piratas e Fúria Bicolor estão proibidas de acessar as próximas partidas a serem realizadas pelos clubes”.
Du-vi-de-o-dó!
É o que há!
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