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VIRTÚ MAQUIAVELIANA

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Ao ouvir Morínigo, técnico azulino, me parece virtuoso.

Hélio dos Anjos tem muito de sinceridade, mas me passa a ideia de proteger alguns jogadores em detrimento de outros. 

Tanto “El Patron” como o “Intensidade” têm a “virtú” maquiaveliana: “Características pessoais que lhes auxiliam a garantir seus objetivos”. Por assim dizer, não são qualidades morais, mas, sim, “qualidades variáveis de acordo com as circunstâncias e ocasiões”. 

Nos dois, vejo nobreza nos carácteres, nas palavras ao serem diretos com às respostas das perguntas dos repórteres que lhes abordam após os jogos de Remo e Paysandu.

“Time confuso, no primeiro tempo, inobstante a velocidade do ataque. Temos dificuldades pra fazer gols, e o mercado está difícil”, foi pontual o técnico azulino após derrota para o Volta Redonda.

Se o time foi confuso, deva-se a escalação do EL PATRON, que no segundo tempo fez os ajustes necessários e o time foi intenso no ataque, perdendo oportunidades de gols cristalinos.

Os problemas do ataque azulino são as erradas de pontaria, ficando evidente a falta de fundamentação, principalmente de Ribamar, que do jeito que a bola chega, chuta, sem ter a antevisão do lance.

Falhas de fundamentação, só há uma solução: bastante treino. Insistência nos preparativos de finalizações com o Ribamar. Com Sillas. Com Jaderson. Ronald. Kelvin e os laterais: Thalys, Raimar e Jhonatan. 

“Tenho a convicção que faremos uma grande competição. Vamos crescer. Pode acreditar”, sentenciou Hélio dos Anjos após derrota de 2 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro.

Acredito. Desde que Hélio dos Anjos oportunize Netinho, que chegou na Curuzu famoso e de repente lhe apagaram o facho; o jovem Juninho, que foi contratado, ano passado, como esperança de quebrar linhas defensivas dos adversários e sumiu. Por anda o jovem Roger, que participou de jogos ano passado, inclusive contra o Náutico fez ótima apresentação? Não tem nome lembrado este ano.

Morínigo e dos Anjos são técnicos de futebol de mentes entusiasmadas por vitórias, ousadas, não jogam por uma bola, mas as circunstâncias são evidentes: no Baenão, finalizações; na Curuzu, cobranças da diretoria.

É o que há!

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