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“ACASO E INCERTEZA”

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“Futebol é um jogo de erros”, sintetizou johan Cruijff.

Para Pep Guardiola, “futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes. Nenhum jogador está sempre em plena forma e nenhum time é uma foto imutável”.

Partindo do primeiro conceito, times de Remo e Paysandu erram demais, finalizando muito, mas sem pontaria.

Nos 4 RE=PAs, o time do EL PATRON foi intenso, ousado e se perdeu na incapacidade dos seus atacantes em colocarem a bola pra dentro do gol bicolor.

Idem time de Hélio dos Anjos no jogo contra o Botafogo-SP.

“Incerteza e acaso” pairam nas cabeças dos torcedores bicolores e azulinos diante do que jogaram nas duas partidas pela B e C.

A situação mais angustiante é à do Remo com o presidente Antônio Carlos Teixeira sofrendo pressão diante das duas derrotas da onzena leonina da torcida que anda “sentindo o cheiro da perpétua”.

“Aquele que, num principado, não reconhece os perigos e os males quando eles nascem, não é verdadeiramente sábio”, diz Maquiavel na universal obra O Príncipe.

Das apresentações contra o Paysandu para às duas do brasileiro da C, time azulino se desconfigurou: não corre, não marca, e ninguém cobre ninguém, sabendo-se que o futebol organizado é coletivo.

El Patron não está sendo sábio pra detectar o que se passa com o elenco remista? Sabe sim. Não pode falar!

Penso que sabe, mas não pode expressar coisas que se passam na intimidade de uma concentração de futebol.

Passado o PARAZÃO, Renato Alves(volante), Echaporã (atacante pela direita), Raimar (lateral) Ribamar e Ítalo (atacantes) sabem que não corresponderam a expectativa das suas contratações e representam “as incertezas e acasos” que vive o elenco do CR.

Se esses jogadores sabem que estão por um fio, no Baenão, não têm motivação para jogar e – sem ser leviano – não estão nem aí para o técnico, diretoria e torcida. F… o Remo!

Enquanto está no início, a diretoria tem que agir, urgentemente, pagando e mandando embora quem está “contaminando” o elenco.

Gustavo Morínigo é um técnico sério, trabalhador e competente, mas “não tem desculpas”, porque está vendo que tem no elenco quem, em campo, não quer porra nenhuma.

Pra arrematar o texto: em 2013, quando Guardiola chegou no Barcelona, a primeira determinação foi pedir à diretoria que vendesse Ronaldinho Gaúcho e Deco (as duas maiores estrelas do elenco).  O mundo veio à cabeça do jovem técnico.

Passado anos, o Barça ganhou tudo, e o Pep explicou o quê da dispensa dos dois jogadores: “Com exemplos inadequados para jogadores de futebol, contaminavam o grupo”.

Saber ver o mundo que o cerca, não é ser inteligente, é sábio.

É o que há!

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