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SERVOS INÚTEIS

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Em campo o futebol paraense está recheado de servos inúteis.

Se Millôr Fernandes fosse vivo diria que o futebol jogado no Pará é um “retrato mentiroso”.

Mentiroso porque o que se paga, em Belém, pra alguns jogadores é promiscuidade descarada.

Futebol paraense que se sustenta, atualmente, pela história gloriosa de CR e PSS e dos torcedores apaixonados pelas “locomotivas”, está atravessando um caos.

Jogando no “Maião”, Paysandu perde de 2 a 1 para o Mirassol, após primeiro tempo bisonho do time de Hélio dos Anjos.

Pela C, jogando no Baenão, Remo sofre para ganhar de 1 a 0 do Floresta, que se tem um finalizador mortal, não perderia o jogo, em que teve as mais cristalinas jogadas de gol.

Lá em Mirassol, com linhas adiantadas, Papão, em dois contra-ataques mortais, pelo lado de Edilson, toma dois gols: aos 10’ com Fernandinho fazendo 1 a 0, e aos 15, Delatorre faz 2 a 0, em ofensivas puxadas pelo excelente Gabriel.

Paysandu deu espaço, se abriu e se expôs para um time que tem no toque de bola refinado de Gabriel, o “garçon” nos 2 gols do Mirassol.

Bryan e jean Dias foram figuras apagadíssimas no jogo, e o Hélio deveria ter mudado no primeiro tempo.

Na segunda etapa, com Juninho e Elis Garcia, time bicolor dominou e chegou ao gol, aos 14’, em jogada iniciada por Nícolas, que serviu Garcia para fuzilar e diminuir o marcador.

Na segunda parte do jogo, Paysandu sufocou, e o Mirassol se defendeu, e acabou levando a melhor.

Penso, sinceramente, que tem “boi na linha” neste time comandado por Hélio dos Anjos.

No Baenão, se o time de Cabo tem um finalizador matador, levava a melhor, porque as jogadas mais cristalinas quem teve foi o time cearense, aos 22’ do 1º tempo, Felipe ao receber rebote do goleiro azulino, de cara, chutou a bola pra cima…

E a torcida gritava: “Time sem-vergonha!”

No segundo tempo, numa triangulação entre Lucas, Marcelo e Watson, este ficou de cara e desperdiçou a jogada real e finalizou sem pontaria.

E a velha máxima se confirmou: quem não faz leva: Ítalo, que entrou no lugar de Marco Antônio, aos 43’, do segundo tempo, tirou o Remo do sufoco, em cruzamento de Kelvin, que entrou no posto de Pavani: 1 a 0. Uau!!!

Penso que o jogo do Paysandu contra o Goiás, na Curuzu, será decisivo para o técnico Hélio dos Anjos.

No Baenão, “El Patron” respira aliviado, mas deve pensar muito num elenco que tem Ronald, que é só fogo de palha.

É o que há!

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