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“PAPAGAIOS” E “PAUS-DE-SEBO”

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“Faça uma avaliação de como o seu time jogou?”.

Diante de pergunta imbecil, o técnico se “solta”, porque sabe que o repórter “pau-de-sebo” viu, leu e não soube interpretar a partida de futebol.

Jamais o “professor” apontará defeitos dos seus jogadores, porque o futebol é um “jogo de erros” e o repórter mil anos deve focar as falhas dos atletas.

Sem querer ser o dono da verdade ou palmatória do mundo, nós, repórteres, temos que ter o foco do tema, da reportagem e às perguntas devem ser objetivas, nunca com rodeios.

Como conseguimos uma boa pergunta? Observando movimentos, passes, cabeceios, linhas compactas (não dando espaço ao adversário), dribles, qualidades dos jogadores, jogo organizado, contra-ataque, criação do meio-campo. E como se aprende? pensando, olhando e quando não se sabe, indaga-se, mas nunca pacóvio.

O “achismo” é outra praga na boca de quem nunca leu Marilena Chauí: “Quem muito acha não tem convicção no que diz”. É um vício feio do jornalismo brasileiro. Em vez de “achar”, “pensa r”.

Há analista paraense que em dez ou quinze minutos de comentário repete 20 vezes a palavra “acha”. É o rei do “achismo” e pensa que peida cheiroso.

As “papagaiadas”: no rádio paraense tem “avalanche”, “caldeirão”, “muvuca”, “Garotinho” (Gerson diz, na Tupy, que são “Fake News”), “sabe?”, “né?”, “vou te contar!”, “vou te dizer”, “jogada aguda”, “virar a chave”, “minutagem”, “jogador de beirada”, “Pisar na área”, “camisa de número” e por último, quarta-feira, 22, o gracioso narrador da TV Cultura, no jogo PSC 6 x 0 Vila Nova-GO, Copa Verde,   ressuscitou o monumental narrador Waldir Amaral, que enquanto reinou na Rádio Globo-RJ, se consagrou com o bordão “INDIVÍDUO COMPETENTE!!!”.

E a comentarista “criou” esta preciosidade: “JUNINHO É UM MEIA-CONDUTOR”. Égua! Os ótimos meias são criativos e deixam os atacantes na cara do gol.

Sou favorável ao surgimento de jovens bonitos e aplicados no rádio e na TV, mas que criem, e não sejam meros “papagaios” ou “paus-de-sebo”.

Com o passar do tempo, o homem aprende, com às experiências, erros, acertos e observando o mundo que o cerca, alguma coisa, e, às vezes, torna-se sábio, mas os que tudo “acham”, “papagaios” e “paus-de-sebo” são os mesmos.

Em 52 anos de profissão, continuo um eterno e humilde aprendiz, porque em mim há uma inquietação: quando é que 2 marcam 4 numa partida de futebol?

É pra pensar. Quem souber que me responda, que eu não sei.

É o que há!

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