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A TESTEMUNHA DA VERDADE
Meu pai me criou, educou de forma espartana e me mostrou o caminho bom da vida: a verdade.
“Mesmo errado, fale a verdade!”, dizia-me! E quando queria me dá uma coça, mandava eu levantar a cara e lhe olhar, porque ele “não criava bandido, corrupto. Criava Homem!”.
Desde estes tempos intuí que o caminho da verdade é árduo, íngreme e pétreo.
Neste “deserto” desgraçado, em busca da verdade, deparei-me com uma das verdades sobre o “33”.
“Dos 33, eu participei de 31, e nós entrávamos em campo sabendo da vitória”, revelou-me o conselheiro e ex-diretor remista, Sérgio Dias, que vivinho está. Sem pejo, Dias sacramentou: “Dei pneus e carros e alguns celulares pra árbitros!”
O mais cínico apitador deixava a bolsa no vestiário azulino, para depois do jogo, ser recheada de dinheiro.
Uma das verdades boiou hoje no SHOW DE BOLA DALEPIX, sequência DEDO DE PROSA, com a bancada recheada de cerebrais João Maurício, Dr. Rui Mendonça e o repórter Nelson Torres que entrevistaram o mais famoso árbitro amazônico, DEWSON FERNANDO FREITAS DA SILVA, que durante 5 anos (2014-19) empunhou escudeto FIFA no peito, sempre honrando as cores do Pará.
Do alto do pedestal como advogado, Rui Mendonça indagou se Dewson ouviu falar, nos encontros com os outros árbitros, sobre o “tabu 33” (a série de jogos sem perder do CR para o PSC, no período de 1993/97).
Dewson testemunhou a verdade: “Ouvia falar que árbitro tal ganhou pneu de carro, celular, mas era a banda podre do apito paraense, e a CBF determinou à FPF que expulsasse esses árbitros, porque se não nós não apitaríamos jogos nacionais. Alguns já morreram. Eles mandavam, e eu sempre procurei preservar o Dewson”, concluiu.
A renovação no apito paraense para que o Dewson Freitas aparecesse internacionalmente, apitando mundo afora, começou com o Nunes, dono do trono federacionista, passando por Fernando Castro (ex-agente da PF), diretor do Departamento de Árbitro da FPF ao lado de Maurício Bororó. (Edição de vídeo: Cristian Ramos)
É o que há!
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