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“É FALSO O QUE VEMOS…”

Na década de 70, Caetano Veloso cantou: “O bem e o mal tem medo da maçã/ A sombra do arvoredo, o dia de amanhã…”.
Lá vou eu falar por analogia!
Ou o mundo é bom, ou é mau. No entanto, estes mundos dependem do ponto de vistas de cada um. Quem tem seguidores, tem perseguidores. E eu como não sigo Jesus Cristo, como posso querer ter milhões de seguidores?
Santo Agostinho, o doutor da Igreja Católica, definiu numa expressão às coisas que estão em volta de nós: “É falso o que vemos porque jamais conheceremos o tudo que constitui o todo”. Pensamos que vemos e não vimos nada. É preciso ter olhar atento para ver o que a maioria não vê.
“Nenhuma história do mundo moderno é completa sem sabermos fazer leitura do futebol”, revelou o sociólogo inglês, David Goldblatt.
Infelizmente, não definimos o mundo que nos cerca pelo que é, mas pelo que parece ser. Enxergar o “íntimo” das coisas é necessário olhar de lince, e, assim não sendo, muitos se apegam às aparências. Não basta ter razão, é preciso coragem para encarar a realidade da vida e dizer o que pensa e o que percebe.
“O que a vida quer da gente é coragem”, senhor Guimarães Rosa, inclusive para dizer o que pensa.
Quem tem time ataca, quem não tem contra-ataca, me disse César Moraes, o “Guri”, um visionário mestre do futebol jogado, que por aqui passou na década de 90.
Por mais que a gente torça, vibre, acredite no imponderável, nossas “locomotivas” vivem “estacionadas” debaixo de arquibancadas, e vivemos de aparência de giz, contando com os esforços de dirigentes que pretendem levar os times para CTs na periferia da Área Metropolitana de Belém. Como poderemos ser A ou B se não temos estrutura para acomodar jogadores?
Tuna debaixo de arquibancada. CR idem, e o Paysandu com esforços dos “baludos” construiu o hotel dentro da Curuzu, mas ainda é pouco para um clube que pensa na elite do futebol nacional.
Remo e Tuna disponibilizam de espaços pra construir ótimas estruturas para seus elencos de futebol.
Querer não é poder. Q uerer eu quero ser dono de rádio, mas não tenho dinheiro pra comprar equipamentos e contratar profissionais cerebrais, e nunca “papagaião”.
O poderoso Santos, com orçamento estratosférico, tem time pra B, mas nunca pra A, e é por isso que está na segunda divisão do brasileiro. E tem CT!
O cuidado, o olhar atento, a união de todos poderão transformar Baenão, Curuzu e Vila Olímpica, sem deixar se enganar por quem vive mentindo para os torcedores, inclusive gente de rádio useiro e vezeiro em enganar a si mesmo. (Foto: Google)
É o que há!
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