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BOLA INÚTIL

Se no Baenão o time é meia-boca, na Curuzu há jogador “ladrão”.
Não estou nem aí. Estou pro que der e vier, pois “roubar” no futebol é ser “bola inútil”.
No mundo da bola tem “Bola de Ouro” pra todos os gostos, e nos times há os “bolas inúteis”.
Não resisto ver Robinho jogando com o nome que fez no passado. Está me enganando e “roubando” o time que amo. Perdão, Robinho por ser desumano, mas sou “demasiado humano” como você. Faça uma minudente reflexão sobre o craque que foi para o jogador que é.
“Fi-lo porque qui-lo”, perdão porra-louca Jânio Quadros por usar seu aforismo linguístico, mas não fiz poque quis, faço no presente: faço por que quero. Porque me sinto “roubado”.
Minha função cerebral busca Lupercínio Rodrigues e o meu “pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar”.
Lupercínio, aprendi ouvindo-o a não achar nada; e a Marilena Chaui sacramentou: “Quem muito acha não tem convicção no que diz”.
Perdão, meus gostosinhos, estou pensando em Cazares, que me enganou quando eu vi aquele cruzamento, contra o Ceará, e o Nícolas finalizou de voleio. Pensei: a bola tem que passar por Cazares. Puro engano! De lá pra cá, Cazares, você não fez mais nada, sendo um “bola inútil” e por extensão Wal Soares, Wesley Fraga, Ruan Ribeiro e Brendon estão me “roubando”.
Mais uma vez, meus finos gostosinhos, estou sendo chato e como em mim a perfeição faz morada, penso no “Se” de Kipling: “Se es capaz de manter tua calma quando Todo mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; De crer em ti quando estão todo duvidando, E para esses no entanto achar uma desculpa; Se es capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre o ódio te esquivares, E não parece bom demais, nem pretencioso; Se és capaz de pensar…” É pra pensar!
É o que há!
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