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CORAGEM

Numa terra de muro baixo como Belém, falar e escrever o que pensa é preciso ter muita coragem.
Às vezes penso ser a ralé da ralé da imprensa esportiva paraense por ser corajoso e relembrar a banda Barão Vermelho que cantou, nos idos da década de 80, “Pense e dance”, em que num dos excertos da letra diz: “Saudações a quem tem coragem”. Então, saúdo-os!
Vejo-me na pele do Riobaldo Tatarana, personagem do gigante da literatura brasileira Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas: “O que a vida quer da gente é coragem”. E tenho!
Vamos aos fatos: na primeira fase da C, com 26 pontos, classificaram o time do Remo. O mais argucioso dos matemáticos afirmava que eram necessários de 28 a 29 pontos pra assegurar vaga entre os 8. Não “profetizaram”. Nem o “patinho feio” que vive fazendo estatística em coluna de jornal de papel acertou.
Houve quem se preocupasse com os salários de atletas e do Papellin. Se o CR não se classifica, coitado do executivo nas garras do monstrinho.
Pensem! Os deuses estão conspirando a favor das nossas “Locomotivas”: na penúltima rodada, da C, o Figueirense, jogando em casa, contra o São José (rebaixado), vencia o jogo por 1 a 0, e cedeu empate nos minutos finais: 1 a 1.
Este mesmo Figueirense, na rodada final da primeira fase, jogando contra o time misto do Volta Redonda, na casa deste, perdeu de 1 a 0, com o time da terra do aço tendo um jogador expulso. Estava escrito nas estrelas, que o CR com um time meia-boca, chegaria lá.
Atravessando a avenida, o Paysandu, na B, não ganha há 9 rodadas, e continua na 15ª colocação com 27 pontos.
É que tanto à C como à B têm times piores que os do Remo e Paysandu.
No Baenão, a diretoria teve coragem pra renovar o comando técnico, que mirou o lado anímico do elenco e deu certo.
Na Curuzu, os donos do trono se encheram de coragem pra agir a tempo ao perceberem que Hélio dos Anjos perdeu o vestiário, e buscam um novo técnico e, que conforme revelei em coletiva, que seja profissional que conheça a realidade do nosso futebol, e que não contratem entregador de camisas ou “ladrão”.
Espero que esses escritos despertem em quem me dá moral, uma profunda reflexão sobre a coragem de escrever verdades.
“O futebol é um jogo de erros”, e nele há os pequenos detalhes, que precisam de olhar atento.
É o que há!
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