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“ALISEI”

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Personalidade autêntica e monolítica: este é Raimundo Ribeiro Filho, 80, ex-presidente do CR em três períodos: 1992/95 e 2007/2008.

No DEDO DE PROSA, sequência do SHOW DE BOLA DALEPIX, da Rádio Marajoara AM-1130, TV Marajoara 50.1 e condomínios digitais, Raimundo Ribeiro não tergiversou ao encarar perguntas “apimentadas” dos cerebrais João Maurício, Rui Mendonça, Eliércio Santino e Nelson Torres ao comando do José Maria Trindade.

Presencialmente, na bancada do programa, Ribeiro conversou, revelou e analisou fatos esportivos vividos em sua época de forma corajosa, sem deixar dúvidas aos da bancada e aos milhares de ouvintes e telespectadores mundo afora.

A beleza da prosa, por mais de 80’, mostrou que a coragem de revelar verdades não se perde no tempo, evidenciando que às relações entre “inquisidores” (os meus cerebrais) e o entrevistado (Raimundo Ribeiro) foi um dos maiores “stands up” da mídia brasileira. Não à toa que o SHOW DE BOLA do primeiro domingo de setembro atingiu a marca dos 81,58% de audiência.

Ao chegar no Remo, Raimundo Ribeiro bateu de frente com duas “eminências pardas” que havia no Clube: “Aqui, o presidente sou eu! Eu mando!”

Expulsou a ATAR – Associação dos Sócios do CR – de dentro da sede azulino por tentar impor poder paralelo dentro do Clube.

Perdeu o título de 1992, quando pegou 4 cacetes de 1 a 0 e vendo jogadores azulinos com dor de cabeça e caganeira, mas aprendeu a lição ao perceber do outro lado da avenida Miguel Pinho, Geraldo Rabelo, Artur Tourinho, Geraldo Rabelo, Rui Sales e Morbak.

“Eu tive que me espertar, e tirei Artur e Dema que estavam apalavrados com o Paysandu. No caso do Artur paguei o valor que ele queria, e o Dema botei sobre a mesa 200 mil reais e chamei a imprensa e os dirigentes da Tuna, e ganhamos 4 títulos”, confirmou Ribeiro.

No Rio de Janeiro foi convidado para uma reunião com alguns “desportistas” e a proposta era de 300 mil reais para o Remo não caí pra D do Brasileiro. “Eu vi a relação dos árbitros que ‘fabricavam” resultados, inclusive o do Serapião, e me recusei a pagar, e o Remo caiu no ano seguinte”, afirmou Ribeiro.

A sua inquietação é ter comprado área pra sede campestre do CR, na entrada do Murinim, em Benfica, BR-316, e ter perdido na justiça do trabalho para o Jr. Amorin.

Quando indagado sobre quanto colocou do seu bolso no Remo, Manoel Ribeiro disse: “O valor que coloquei do meu bolso no Remo me fez um liso. Alisei, mas não me arrependo, e se fosse pra guardar, hoje eu teria uma ótima aposentadoria, mas não me arrependo”, pontuou.

O ex-presidente não revelou valores e nem levou a instituição à justiça como fazem alguns agiotas que morrem de amores pelos clubes.

Ribeiro terminou conclamando dirigentes, imprensa, jogadores e torcedores a se unirem em prol do futebol paraense.

Inobstante, oitentão, Raimundo Ribeiro não tem medo de revelar verdades e força pra seguir encarando como encarou o vice de um candidato a presidente do CR: “Gosto de você, mas o teu candidato é bandido, me enganou, e não gosto dele!”.

E sem turbilhão emocional. Foi natural.

O programa deste domingo foi um exercício de coragem pra revelar verdades incontestáveis, inclusive de “pirata” e “Tânia Pimbinha”.

É o que há!

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