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“FALA INFELIZ E ME ARREPENDO…”

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Para o bem ou para o mal, dar e receber é a essência de toda relação humana.

Pedir e ofertar ao outro tem que haver clareza na forma de falar e clareza no sentimento.

Inteligível, firmeza e humildade na resposta direta do Felipe Albuquerque, em pergunta formulada pelo jornalista José Maria Trindade, por ocasião da coletiva de apresentação do técnico Márcio Fernandes e do próprio executivo de futebol alviceleste.

A culinária e a cidade belenense foram xingadas por Felipe Albuquerque, na sua passagem pela Curuzu, no período 2019/20.

Comecei citando Andy Warhol, artista americano, que popularizou a expressão que “todos têm 15’ de fama”, mas que, no meu entendimento, Felipe Albuquerque teve seus 15’ de infelicidade e perguntei se houve arrependimento de ter falado mal de Belém.

“Muito obrigado, Zé, por você abrir a coletiva com essa pergunta, porque você me dá a oportunidade de corrigir o histórico de uma fala infeliz minha, e me arrependo profundamente, porque não traduz aquilo que penso sobre a cidade, não traduz o que penso sobre o povo e que estou aqui de volta, porque tenho vários familiares. Eu amo esta cidade. Eu amo este clube. É uma oportunidade pública de eu vir aqui mostrar que às pessoas evoluem e erram, mas faz parte do processo como ser humano, e de verdade me arrependo profundamente do que falei e vou tentar escrever uma nova história aqui no Paysandu!”

Preencheu-me a resposta. Fiz vê-lo que de minha parte a prosa estava encerrada.

“No Paysandu tem atleta que joga com o nome, joga marcando com o olho, cobrando faltas e escanteios”, atirei pra cima do técnico Márcio Fernandes.

Márcio foi direto e objetivo: “Primeiro tenho que olhar estes jogadores dentro do campo. Não posso agir por informações, mas a partir do momento que eu detectar que esses jogadores não estão rendendo o necessário, com certeza, não jogarão. Esta sempre foi minha linha de trabalho. Aqui e em outras equipes que dirigi mostrei que quem toma decisão sou eu e, se acontecer deu colocar alguns desses jogadores pra jogar, é porque dentro dos treinamentos eles demonstraram vontade e se empenharam pra isso”.

A razão não tem duas caras. Ou é ou não é. É verdadeira! Não tem “ah, tá!”

Num clube paraense, um prócer olhou para um jornalista e disse: “Estás cavando tua cova”.

Às vezes nós nos perdemos porque não cuidamos dos nossos limites.

É o que há!

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