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PAPO CORAJOSO

A gostosinha ou gostosinho que sonhei encontrar na vida, nasceu, viveu e está nos meus sonhos. Ilusão.
Aos 74 anos perdi o ímpeto de fazer merda, mas não a natureza de falar o que sinto e esses “excrementos” não mudam o meu valor humano.
“É a tua natureza, Zeca, é por isso que você é o que é na imprensa esportiva paraense. Vamos trabalhar, que vem coisa boa para você e seus cerebrais”, Fred Carvalho, o “pica de cachorro”, que me conheceu repórter setorista na Curuzu, na década de 90, atravessou o Atlântico pensando neste velho jornalista esportivo.
Inobstante, às relações humanas serem idealizações, no entanto o diálogo é ainda uma forma iluminada de não “dourar a pílula”.
O DEDO DE PROSA DALEPIX, sequência do SHOW DE BOLA, da Rádio Marajoara, não faz uso das melhores das aparências, principalmente nas expressões do Eliércio Santino e do Dr. Rui Mendonça, que se apaguem à didática da linguagem figurada.
Não há dócil relação entre mim e os cerebrais João Maurício, Rui Mendonça, Nelson Torres e Eliércio Santino, mas existe o suave diálogo contraditório. Há o respeito, de minha parte, dentro do meu peito. Inteligentes e fertilidades cerebrais. Papos corajosos! Nem eu e eles somos “papagaiões”.
Nem mais nem menos, simplesmente, diferente o DEDO DE PROSA deste domingo, 22, com a participação do mestre em educação física, Nicolau Barros, que passou 15 anos dentro do Baenão (de 90 a 2005) vivenciou muita coisa e após este período atravessou o Atlântico e passou 10 anos nos continentes Africanos e Asiático, levado pelo técnico Dutra, ex-zagueiro do CR.
“Ubirajara Salgado foi um dos melhores dirigentes, porque honesto, ganhou tudo, e Tonhão, quando diretor de futebol, era duro na parada dentro do vestiário com jogadores que mijavam fora do caco”, revelou Nicolau.
O papo corajoso do Nicolau foi o de dizer, sem pejo, que “hoje no futebol paraense tem jogador que recebe cartão vermelho e de fora do jogo fica em rodadas de cerveja no condomínio”.
“O futebol paraense foi ótimo quando mesclou talentos da terra com os de fora, e o clima alto da cidade faz com que o jogador vindo de outras regiões sinta a diferença, e o nosso futebol se torna mais força que técnica”, garantiu Barros.
Nicolau Barros é bom no que faz e inteiro como ser humano. Ao chegar na Turquia foi indagado se falava turco, disse que “sim”, quando na verdade não sabia nada da língua turca. Ao ser apresentado para o “mandarino”, precisou de um intérprete, e àquele perguntou: “Você não fala nossa língua? Como será a comunicação?” Respondeu Nícolau: “Dê-me uma oportunidade de mostrar o meu trabalho!” O poderoso chefe aceitou. Nicolau Barros ficou 5 anos na terra de avelãs e figos secos.
Após dez anos, Nicolau voltou a Belém, onde vive bem, financeiramente, desfrutando do que “plantou” além Atlântico.
É o que há!
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