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RODRIGO SANTANA, O “PEDREIRO”.

Antes de ser funcionário federal, meu pai foi pedreiro.
Em 1944, com a instalação do primeiro governo do Território Federal do Amapá, cel. Janary Nunes, meu velho ajudou a construir os primeiros prédios da sede da nova administração pública da União.
Na década de 60, eu gente, Pereirinha foi ser o mestre de obra da instalação da Vila Amazonas, a 12 km de Macapá, da ICOMI – Industria de Comercio de Minério –, a cinco km do porto de embarque de manganês, vindo através de trem das minas de Serra do Navio, hoje município amapaense.
Eu, menino, ia com meu pai e via que seus instrumentos eram a colher, a régua, o prumo e o nível, que após o levantamento da parede, ele nivelava e prumava com olhar de construtor.
Fui à coletiva deste sábado, 28, no Baenão, com o Rodrigo Santana, pensando nos pedreiros e nos arquitetos, porque àqueles constroem e reconstroem e estes otimizam os espaços.
Jovem técnico azulino é, ao mesmo tempo, arquiteto e pedreiro, e ele, marotamente sorriu, e gostou da analogia, porque vejo que ele encontrou espaço para alguns jogadores azulinos vindo detrás e engendrou forma de atuar para Sávio, Jaderson e o Bruno Alves, que é sem sombra de dúvida o volante que se tornar surpresa ao vim de trás com a bola dominada.
Zagueiros e volantes que sabem sair jogando são difíceis de serem marcados: atacantes não toleram correr atrás de zagueiros e meias de ligação, principalmente quem percorre de uma área à outra.
“Gostei da analogia, mas não posso revelar o que vamos trabalhar agora de manhã, mas temos como surpreender o adversário, porque o Jaderson gosta de ir buscar a bola na defesa. Temos que pensar nessa reconstrução”, pontuou Santana.
Remo tem sido marcado por zona, e quando isso acontece, somente o Jaderson vai à zaga buscar a bola, porque Pavani e Pedro Vitor ficam se isolam. Ficam parados.
Pedro não joga, mas como atuará o Pavani se a marcação for zona, indaguei.
“Aqui os adversários não têm dado muita profundidade, porque podemos explorar os espaços na última linha deles, mas é um jogo que temos que estar preparado pra tudo, e o Jaderson é o nosso coringa, porque ele vai buscar a bola e tem uma construção muito boa”, sinalizou o técnico azulino.
Pelo que falou nas entrelinhas, Rodrigo Santana terá em Jaderson o jogador que virá de trás com a bola dominada, na função de Rodrigo Alves. Não afirmo. Penso!
Não à toa, que o técnico Rodrigo Santana revelou que o “Jaderson é o coringa do time”.
Rodrigo Santana, inobstante jovem, é um técnico que tem clarividência de jogo de futebol. Ele pensa, intui, os acontecimentos de uma partida, daí um genial “pedreiro”.
É o que há!
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