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“COITADISMO”, NEM TANTO!

Como não escondo o que sinto de verdade, escreverei sobre tema que o mundo está comentando: a negação da Bola de Ouro ao Vini Jr.
Rememorando minhas passagens pelo Rio de Janeiro, em 1994; Alemanha, Turim e Lisboa, em 2006, com olhar do “Velho do Restelo”, vivenciei alguns fatos interessantes do dia a dia do carioca e do europeu.
O carioca é o brasileiro mais marrento e afrontoso: “Eu sou do ‘Rii’, malandro!” (verdadeiro carioca não pronuncia a letra “o” em final de palavra), e na Europa, o brasileiro é tratado diferente e desrespeitoso: “Ó, latino!”.
No Rio de Janeiro, o carioca “morreiro” vive cheirando sovaco um dos outros e o ar não circula, mas quando desce à praia “é carioca, malandro!”.
Em Munique, os alemães casados com brasileiras, em “beer Garden” (jardim da cerveja), local ao ar livre, nos arredores da cidade (onde eu e Roger Aguilera estivemos, em 2006), às brasileiras não ficam em rodas com os alemães, sempre separadas, e os maridos em grupos de homens e mulheres bávaros, mas não há brasileiros (as). Não são unhas e cutículas!
A literatura tem me mostrado que “o homem define sua conduta pela ética… Sua vida cotidiana é seu templo e sua religião…”.
Cerebral Rui Mendonça me manda uma expressão que simplifica o comportamento de algumas estrelas do mundo da bola e artístico: “A coisa mais inteligente a se fazer não é buscar ser inteligente, mas evitar ser burro”.
“O coitadismo nunca melhorou nenhuma situação. É um modo destrutivo de estar e muito difícil de sair uma vez que você entra. A vida pode vir até você de maneiras inesperadas que podem parecer injustas. Mas o coitadismo nunca é a resposta certa”.
Em comportamento, Vini Jr não é flor que se cheire: é marrento. Afrontoso. Arrogante. Debochado. Desconhece o estilo “Fair-play” criado pelo Barão Pierre de Coubertin, em 1896, e que a FIFA o popularizou no mundo da bola pra premiar o atleta responsável e benevolente.
Pelé, Garrincha, Amaral, Vampeta e outros brasileiros negros nunca foram desrespeitados, porque se fizeram respeitar. Nunca presepeiros, em campo. E os atletas negros que jogam nos times espanhóis vivem o drama de Vini Jr? Não!
Daniel Alves foi mil anos ao ter em seus pés uma banana jogada por torcedores: ele ajuntou, descascou, comeu e jogou pra torcida a casca. Acabou com a frescura!
“Eu farei 10x se for preciso. Eles não estão preparados”, a resposta de Vini Jr é uma corruptela da de Tiradentes: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”. Morreu enforcado, porque bateu de frente com o sistema, embora estivesse coberto de razão e direito.
A Bola de Ouro de lá é como à que existiu no Rio de janeiro, e que premiou gente por essas bandas do Brasil sem nenhum critério, bastou o apadrinhamento.
Em se recusar a ir à festa, Vini Jr mostrou que não está preparado para às derrotas da vida.
É claro que Entre Vini Jr e Rodri, àquele joga mais que este, e os dois nunca melhores que Neymar.
Perdão se ferir suscetibilidades. A cuíra venceu a covardia diante de tema mundial.
Em vez do “é o que há”, é o que penso!
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