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NOVO ESTILO DE JOGO

No 2 a 1 do PSC contra a Ponte Preta, vi em Borasi às qualidades que poucos jogadores, no futebol brasileiro, têm: raça, domínio da bola, drible e passe perfeito.
O futebol está assentado em pilares técnico, tático, físico e emocional, mas o fundamento se efetiva em marcação, chute, passe, drible, domínio, cabeceio e condução da bola, mas quem tem qualidade no passe tem as maiores chances de ganhar o jogo, porque o futebol é um jogo de erros, e quem erra menos, se sobressai.
Em Belém, vi Rogerinho, Edésio, Roberto Diabo Louro, Mesquita, Jobson, Magno, Sandro Goiano, Velber, Luizinho das Arábias, Bosco e outros que eram determinantes nos seus passes.
Brasil afora, não vi Didi, o do passe da “folha seca”, mas sou testemunha dos cerebrais Gerson, Rivelino, Marcelinho Carioca dos passes precisos, ajustados, e assisti aos geniais Pelé e Garrincha e mais recentemente Ronaldinho Gaúcho concretizarem, em campo, o que Oscar Niemeyer implementava na solidez do concreto: “A linha reta não sonha”. O rei da arquitetura nua e recheada de curvas.
O que Borasi fez com 3 jogadores da Ponte Preta, deixando-os pelo caminho, trombado, levantando e assistindo ao Esli Garcia, me deixou sem ação, pensei que estivesse sonhando, como telespectador, e me fez lembrar do extraclasse italiano Pirlo.
Márcio Fernandes colocou às peças no seu devido lugar e botou o time pra tocar a bola, inverso do Hélio dos Anjos que preferia a correria.
Quanto a humilhação e o desrespeito do repórter carabao, que nos corredores da Rádio Liberal, havia 15 anos, torcia pelo Leão Azul, e que eu o aconselhei a ir pra Rádio Clube, quando recebeu convite do Guilherme Guerreiro. “O cavalo está selado, monta!”, disse a ele (diz que é minha mentira?), Márcio mostra que não é entregador de camisa e tem alma misericordiosa. (Foto: Toti)
P.S: Dia, mês e ano que aparecem na foto de Toti representa a data de fundação da PONTE PRETA, o segundo clube mais antigo do Brasil.
É o que há!
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