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DEUS NÃO ERRA…

Deus não erra, mas tem me surpreendido, nesta terra que me deu régua e compasso.
Tenho me perguntado por que há quem esconda o que sente de verdade, e penso ser um sofrimento oculto pra quem, nesta cidade, chorava de amor pelo Paysandu e hoje se alegra com o Remo, e vice-versa.
É impossível o que desejo: que Deus me dê uma outra natureza, diferente desta que me faz ser velho rabugento e muito mais seletivo, por escrever pensando nos imbecis.
A história é real: quando aqui cheguei, vindo de Macapá, comigo vieram dois filhos – Elyman e Elimar – e a deliciosa “bananinha”, e logo um filho de Deus pensou em mim – Gandur Zaire Filho – e me indicou para José Maria Simões, chefe da equipe da Rádio Guajará, em 1980.
Fui ser repórter setorista no Remo, e lá me deparo com Jurandir Bonifácio (repórter), Jorge Dahas (diretor do estádio) que me ajudaram muito, mas um certo dia me indagaram qual a minha bandeira clubística em Belém: “Torço pro Paysandu!”, na lata!
E, comigo, à tarde, ia colher notícias, a “sementinha” Elyman, que foi aceito por todos no Baenão.
Certo dia o quis meter uma camisa do Paysandu para irmos fazer jogos na Curuzu. “Não, papai, eu gosto do Remo!”. Senti que meu filho não se escondeu diante do provedor da família. Respeitei. Hoje, morando no Rio de Janeiro, Elyman é torcedor do CR.
Aos 58 anos, Deus me deu um filho autista, Mateus, que mudou o meu rumo de vida: com ajuda do Dr. Raimundo Eder, diretor técnico do Hospital da Beneficência Portuguesa, larguei os vícios que me tornavam um homem mundano, depravado e prostituto, sem ir à igreja dá dinheiro pra “camelô da fé”. Força de vontade, fé em Deus, vergonha na cara, mas até hoje meu corpo pede cerveja, caipirinha, cuba libre e maconha, mas o DEUS que há em mim é muito maior que a minha natureza. É uma luta constante com a minha estrutura física.
74 anos: nova surpresa com a última “sementinha”. Manifestou desejo de nadar. Pensei no parque aquático do Remo (um dos melhores do Brasil), e falei que lhe levaria pro Remo. “Não, papai, eu quero ir pra Tuna! Eu gosto da Tuna!”.
Como, se o cafofo tem às cores do Papão? Falo do Paysandu! O mundo sabe da minha paixão pelo Papão!
No “Madre Celeste”, onde estuda, tem um coleguinha que é tunante e este nada no concorrido parque aquático da Elite do Norte.
Neste sábado, 9, Mateus foi recebido pelos professores Valdir e Danilo e começou uma nova caminhada, desta feita no esporte, com apoio da Elô, mãe, e da presidenta Graciete Maués, a quem sou grato.
Com amor, comprei material esportivo da Tuna Luso Brasileira.
É o que há!
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