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ARREBATAMENTO

Rodrigo Santana (CR), Márcio Fernandes (PSC) e Filipe Luis (Flamengo) foram treinadores que chegaram nos clubes sob suspeitas, disse-me Mariozinho, auxilar técnico no Remo.
“Quem é esse tal de Rodrigo Santana? Ganhou o quê?”, indagavam às redes sociais.
Márcio Fernandes foi desrespeitado e humilhado pelo repórter “carabau” ao afirmar que o técnico “não escalaria o time bicolor”.
No Rio de Janeiro, torcida do Flamengo ficou com um pé na frente outro atrás, mesmo com todo o currículo de ex-jogador e como imberbe técnico do sub-20 rubro negro, campeão mundial.
Ao final, os três foram arrebatados ao panteão dos vitoriosos.
Sábios, ilustrados, lúcidos e bem informados sobre os times, exerceram papéis ativos em “harmonizações” dos elencos, que estavam, emocionalmente, abalados e divididos.
Com seus poderes de cognição, Rodrigo Santana, Márcio Fernandes e Filipe Luis souberam controlar os afetos, as vaidades dos jogadores em prol de resultados positivos surpreendentes.
Souberam colocar às peças nos seus devidos lugares e tornaram os times leves e rápidos nas saídas de bola, pegando de surpresas adversários.
Os ótimos técnicos de futebol sabem explorar as características dos seus jogadores, porque o jogo de futebol, que é uma arte de erros e acertos, é injusto, às vezes, mas é eficaz com quem tem qualidade, e somente os técnicos aplicados sabem o momento exato de aplicar o “xeque-mate” no adversário.
Os passes certeiros em jogos de Remo, Paysandu e Flamengo destruíam os adversários e fizeram as glórias dos elencos e dos seus técnicos, que hoje estão leves e serenos e cada um no seu elevado panteão.
É o que há!
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