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VELHO TOLO, HÉLIO DOS ANJOS E O IMBECIL COLETIVO

Em determinados temas, do nosso futebol, que mexem com a opinião pública e a imprensa esportiva, penso que sou um baita de um velho imbecil.
Não faz parte de mim a “unanimidade” pensada por Nelson Rodrigues, porque esta não pensa, e é do tipo da “maria vai com às outras”.
Não faz parte do meu caráter jornalístico o “imbecil coletivo” – prefiro ficar com a minha ideia imbecil, até que me provem ao contrário.
Volto ao tema que está nas bocas e nas dicas: Esli Garcia vale ou não vale investimento de 2 milhões de reais? É um bom jogador, mas não vale esta vultosa soma de reais.
A minha ida ao encontro do Hélio dos Anjos, no TRT-PA, nem tanto pelo processo que move contra o Paysandu, teve a finalidade de saber sua opinião sobre o atacante que sempre, no seu tempo de técnico bicolor, ficava no banco.
“Continuo com o mesmo pensamento: tecnicamente, quando fui consultado sobre os valores envolvidos na transação, pelo potencial do jogador, eu tenho que assumir responsabilidade, e falei pro clube, que na minha visão, conhecendo o mercado e vendo às coisas como acontecem no mercado, não é jogador pra você investir, em 3 anos de contrato, no custo final, 6 milhões de reais – contrato e tudo isso. Continua sem jogar. Continua entrando no decorrer. Tem seu valor? Tem! Mas não tem potencial técnico pra valer tudo isso pra qualquer clube. Futebol é um fato notório! No caso do Esli, há notícias plantadas: antes foi o Remo, agora é o Fluminense”, este é o Hélio dos Anjos.
Sobre o Remo, executivo Papellin desmentiu: “Não tem interesse”.
Na última linha, atacante venezuelano, entrando faltando 20, 15 minutos pra terminar o jogo, pelo drible curto que aplica, resolve. E tem sido o “terrorzinho” dos adversários.
O futebol mundial, na posição de Esli, requer jogador de boa estatura e de dinâmica na arrancada, na saída de bola, ele não tem pique pra jogar 90 minutos. A não ser que se aplique nos treinamentos.
Outros técnicos, com quem conversei, disseram que “Esli é bom jogador, mas não vale o investimento anunciado”.
Eu, velho jornalista, com mais de 50 anos de campos e vendo ótimos jogadores e técnicos de futebol trabalharem, continuo imbecil, sem fazer parte do “imbecil coletivo”.
À época de Pelé, Gerson, Rivelino, Tostão, quem corria era a bola, estes tinham precisão no passe, mas hoje o futebol tem nova dinâmica: correr, defender e atacar e o ritmo de jogo depende dos treinamentos.
É o que há!
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