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“ESTOU NO CLUBE TRABALHANDO”

Quando se faz uma pergunta e o interlocutor não responde, penso que a resposta está no silêncio.
Ao longo dos meus 50 anos de jornalismo, passando por todas às áreas do jornal Diário do Pará, aprendi que a maturidade vem com a experiência, e que os amigos, por mais que tenham mil defeitos, faço uma pausa e descanso meu cérebro e procuro desabafar com o próprio sobre decepções e mágoas.
Por saberem que sou unha e cutícula com a família Aguilera (começou com o patriarca Raul Fermin Roberto Aguilera), desde que aqui cheguei, em 1979, que meu celular não parou de tocar.
“Zeca, o Roger foi levado pra PF?”. Zeca, o presidente do Paysandu está envolvido em corrupção, e a PF o levou preso!”, foram insinuações que me deixaram preocupado.
Telefono para o Roger Aguilera e ao atender indago “se a PF bateu na sua porta”.
“Zé, a PF fez investigações em empresas de amigos meu, mas nada comigo. Estou no clube trabalhando. Depois falo contigo!”, disse Roger Aguilera.
Penso que Roger Aguilera foi original comigo.
É o que há!
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