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PASSAGEIRO E TRANSPARENTE

Proclamo meu encontro com o presidente do CR, Antônio Carlos Teixeira.
No momento de um ano de gestão, o caminho me foi mostrado pelo jornalista Diogo Puget.
Pedi entrevista. O presidente me convida para um café em um dos restaurantes da Brás de Aguiar, na tarde de quinta-feira, 26.
16h. Encontrei o dirigente almoçando, e me convidou para ser comensal. Agradeci. “Como cedo, presidente, 11h”. “Quando deixar o Remo, volto a fazer isso”, proclamou. Tomei suco de laranja e um cafezinho.
Saboreando a comida, dono do trono azulino não deixava de atender o chamado telefônico.
“Todo mundo é jornalista…”, fez-me intuir que se tratava de um pedido de entrevista.
Jornalista Puget salientou: “Foi por isso que o Willian Bonner, quando foi apresentado como apresentador dos melhores do ano, na TV Globo, começou dizendo: “Eu sou jornalista!…”
Opa! Mexeu comigo: “Há tempo digo, que ‘sou jornalista diplomado’, porque nesta terra tem monstro publicitário que prefere se apresentar como jornalista; “patinho feio”, que é sociólogo, mas prefere ser jornalista. São poucos os jornalistas diplomados no rádio e na TV paraense.
Aliás, é a profissão que tem o maior número de “picaretas”. Na internet todos são “jornalistas”. E há quem se retraia diante desses oportunistas, cara-duras.
Ao dizer que voltará a comer cedo, quando deixar o Remo, indaguei se pensava em não ser reeleito daqui a dois anos.
“Só Deus sabe. Há muita coisa pra acontecer”, pontuou o presidente.
Cutuquei sobre a profissionalização de A a Z do Remo, e o dono trono azulino disse: “Contratamos o CEO André Alves, que está trabalhando para esta mudança. E vamos profissionalizar todos os setores do Clube”, confirmou.
Sobre a profissionalização do presidente e dos vice-presidentes, Teixeira demonstrou vontade: “Precisamos mudar o estatuto do CR, mas o Remo será profissionalizado!”, ratificou.
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Ao final da prosa, Antônio Carlos Teixeira revelou que gosta do comentarista João Maurício, e quanto a mim, olhando na minha retina, sentenciou: “E você não toca em salário de ninguém. Um dia desse dei bronca num repórter porque ele gosta de saber quanto vai ganhar jogador contratado”.
Presidente não revelou o nome, mas sei de quem se trata: é o que tenta “roubar” a intelectualidade Guilherme Tadeu, chama pra técnico de “professor”, e não sabe analisar uma partida de futebol e indaga: “Faça uma analise de como o seu time jogou?”.
Em uma hora e dez minutos, vi um Antônio Carlos Teixeira que eu não conhecia: o presidente rarefeito, ou seja, passageiro e transparente com o que não gosta. (Foto: Diogo Puget).
Mais detalhes, domingo, 29, no SHOW DE BOLA DALEPIX.
É o que há!
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