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“SÓ DEUS NA CAUSA!”

No mundo plutocrático da bola, a relação trabalhista entre jogadores e clubes sempre foi incestuosa.
Com raras exceções, jogadores deixam os clubes satisfeitos com os acordos: há àqueles que sempre têm algo a receber na justiça trabalhista.
Em Belém não poderia ser diferente por termos duas grandes expressões do futebol brasileiro: PSC e CR.
Numa mesa de restaurante, da Brás de Aguiar, olhando na minha retina e balançando a cabeça, presidente Antônio Carlos Teixeira, numa expressão, sintetizou o seu sentimento como “maquinista” azulino: “É difícil! Aqui todos são jornalistas!”.
Da última vez que entrevistei o ainda presidente do Paysandu, Maurício Ettinger, ele não negou que o Paysandu tem salários pendentes, premiações dos atletas e comissão técnica, mas que o Roger Aguilera, como vice-presidente, sabe das dificuldades financeiras do Clube neste final de temporada.
Diretor jurídico, ainda, a partir de janeiro vice-presidente, advogado Márcio Tuma, em conversa comigo, não negou às “dificuldades, mas que é o Paysandu contra tudo e todos”.
Falo com o técnico Márcio Fernandes, à noite passada, e me disse que estava desarrumando às malas e que já sabia que o seu nome estava sendo usado de forma “leviana”. “O Paysandu sempre honrou seus compromissos comigo de forma parcelada”, pontuou Márcio.
“Ainda não fiz maldade, hoje, e vou destruir com o Paysandu de Roger Aguilera!”, pensa o monstro, que tem na alma o instinto da desgraça alheia e no DNA a maldade, porque ele viu e viveu, e no dia dos pais, talvez, arrependido, chora isolado no seu quarto pensando no exemplo deixado, que lhe perseguirá por resto da vida. “Os exemplos arrastam”, e, quando sistemático, tornam-se estigmas indeléveis.
Sobre este monstro, um dirigente me disse que reza por ele, mas que tem certeza que “só Deus na causa”.
É o que há!
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