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BATENDO NA MADEIRA

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De tanto ver gente “baluda” no futebol paraense que criei a expressão: “Homem endinheirado é outro homem!”.

“Eu acredito que dormi durante 4 décadas e acordei só agora para ver o que está acontecendo no futebol paraense”, disse o ótimo repórter esportivo Nelson Torres.

Do meu cafofo, estou contemplando imagem platônica para o “duomo”      Mangueirão, e me pergunto quem será o “santo padroeiro” desta catedral.

No limiar de uma nova temporada do futebol paraense, com as novidades que estão apresentando PSC e CR, a aura do passado glorioso das “locomotivas” me faz sonhar com elencos sedutores.

O clube das maiores glórias, o PSC, compra elevador para Curuzu e contrata Rossi, talvez o maior investimento da nova diretoria.

CR contrata 11 “feras” e os da como moradia, por 11 dias, o mais luxuoso hotel de Belém, o Hadisson, localizado num dos maiores PIB da cidade: Brás de Aguiar.

O excelente comentarista esportivo, professor Cláudio, empresta-me seu cérebro, num papo rápido, e rememora a expressão do Sérgio Papellin, quando chegou no Baenão: “Só fico no Remo se for pra subir”.  E arremata: “É pensamento alto. Organização administrativa”, pontuou o “Analista de Primeira”, que um “nojeira” não chega aos pés.

O Remo chegou à B, e agora monta elenco milionário tendo como estrela Felipe Vizeu, pensando na A, em 2026.

Há quem esteja desconfiado, como disse no SHOW DE BOLA DALEPIX, o “venenoso” Eliércio Santino: “Espero que no final da temporada nós não estejamos pedindo pra “Santinha” que PSC e CR não voltem pra C”. Bato na madeira!

Às burguesias bicolores e azulinas são “eminências pardas” e estão provocando este novo “boom” no futebol paraense.

Eu, velho de 75 anos, penso nas palavras do genial Velho do Restelo, de Camões, em Os Lusíadas: “Ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos de fama! Ó falso gosto que se atiça com o prestígio popular a quem chamamos de honra! Que grande castigo e que justiça fazes no peito daqueles que muito te amam! Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldade neles experimentas!”.

É o que há!

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